Baleiro adoça almas com canções de afeto 

Luciano Sá 

Líricas é um show da alma com canções de afeto, na contramão de um tempo em que o espírito está totalmente banalizado, até pela própria canção”. Assim Zeca Baleiro – tranqüilo porém contundente – definiu, em bate-papo antes do show, a estética do espetáculo. Dito e feito. 35 anos, artista novo mas de obra já madura, ele comprovou no palco que Líricas é coerente com o que declara.

O show é uma tentativa bem-sucedida de resgate musical de um universo de referências culturais e afetivas (familiares, amorosas, de amizade), que “tendem a se perder no mundo contemporâneo”.

Por exemplo, a música Minha Casa, que abre o disco homônimo, é dedicada aos filhos Vitória e Manuel. Ê Boi, além de oferecida a dois velhos amigos de São Luís, de onde saiu há 10 anos, insere trecho do consagrado Poema Sujo, do também maranhense Ferreira Gullar. A lembrança de um poema de amor lido por personagem no filme Hannah e Suas Irmãs, de Woody Allen, foi o ponto de partida para criar a canção Nalgum Lugar. O cinema ainda se faz presente com a homenagem a (atriz e ecologista) Brigitte Bardot, saudoso choro-canção. E ao mundo fashion ele destina Balada Para Giorgio Armani, usando o universo da moda como metáfora para falar dessa “desreferenciação” da vida humana no mundo de hoje.

Baleiro observa que há espaço para essa canção de afeto, porque – em tempos de globalização – as pessoas estão cada vez mais carentes de ternura e delicadeza. Brincalhão, ele libera a frase ousada (porém verdadeira), seguida de uma gaitada: “as músicas do show já fazem parte da vida das pessoas e isso me deixa muito feliz; me sinto assim um Roberto Carlos contemporâneo”.

Despojadas, e despidas de maquiagem eletrônica e apelo rítmico, as músicas de Líricas seguem três vertentes principais:

·         a textura folk-blues do bloco de canções que associam a mítica da estrada (“da viagem-sempre, eterna, sem paradeiro”) com a busca de autoconhecimento e a resolução da dicotomia entre poesia & grana (“a alma é o segredo do negócio; nas minhas canções há sempre uma vitória do amor e da farra dionisíaca sobre o pragmatismo”).

Desse bloco fazem parte One More Cup of Coffee (Valley Below), do disco Desire (1976), de Bob Dylan; Minha Casa, Blues do Elevador, Babylon, a pungente Você Só Pensa em Grana (que a platéia comovida aplaude no intermezzo e no capo), todas de sua autoria, e Quase Nada, parceria com a poeta paranaense Alice Ruiz, viúva de Paulo Leminski; Filosofia, de Noel Rosa; e Mother, de John Lennon, onde Rogério Delayon alça alto vôo no solo de bandolim.

·         as canções de rádio, com letras apaixonadas, que levam o público a cantar em uníssono (Proibida Pra Mim, dos cinco integrantes do grupo Charlie Brown Jr.; Comigo, Bandeira, Meu Amor Meu Bem Me Ame, Flor da Pele, Dodói e Lenha, todas de sua autoria; Tem Que Acontecer, que emenda com trecho incidental de Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, ambas de Sérgio Sampaio; e Nalgum Lugar, poema do norte-americano e. e. cummings, traduzido para o Português por Augusto de Campos e musicado por Zeca Baleiro, corajosamente interpretada à capela.

·         E o formato samba-choro de Banguela, na qual se destaca novamente o bandolim de Delayon e a participação especial da platéia (com palmas rítmicas), e do Samba do Approach, onde um comediante Baleiro conduz em Inglês macarrônico (“now only the girls”, “come on, boys, more strong, more strong! (sic)”) o momento mais histriônico do espetáculo e o cantar-junto da platéia.

Esta, por sua vez, dá um show coletivo, fazendo reverberar no teatro os chiados do  dígrafo consonantal ‘ch’, dos termos em inglês e francês (brunch, approach, slash, trash e riche) inseridos na letra.

No show ainda há espaço para a estética regionalista, mas aberta para o mundo, de Bienal e Heavy Metal do Senhor (ambas de Zeca Baleiro) e da animada TV a Cabo (do pernambucano Otto, que o público adora, marcando o ritmo com palmas), além de um bolero com letra erótica escrita por poeta francês do século XVI, cuja vida consagrou a “escrever sacanagens”.

Antes de apresentar esta última, Zeca aproveita para anunciar um futuro trabalho, com título já definido (Se Deus é Pornô, Quem Será Contra?), gracejando com a platéia, charmoso: “não sei se será já o próximo disco, preciso adquirir mais vivência no assunto”. As meninas deliram.

Juba multicolorida (coerente com o verso “ela achou o meu cabelo engraçado”, que abre Proibida Pra Mim), Zeca Baleiro adentra ao palco – adornado por velas acesas fincadas em castiçais, pesadas cadeiras em estilo neoclássico e criados-mudos onde pousam canecas e instrumentos de percussão – de coturno, óculos escuros, calça preta em tecido brilhoso e camisa comprida de linho claro com golas grandes, coberta por uma blusa bordada em rede, decorada com girassóis, ao som da levada rocker de Filosofia. O inusitado arranjo praticamente aposenta o tema de Noel como samba, tamanha a quebra do paradigma. Indumentária mais clubber e atitude mais tropicalista, impossível.

Além de Delayon (violões, bandolim e baixolão), os outros dois multiinstrumentistas prestidigitadores – escolhidos a dedo (sem trocadilhos) por Baleiro, que também se revela ritmista desenvolto, executando pandeiro, ganzá e caxixi – dão espetáculo à parte: Lui Coimbra, revezando-se no contrabaixo acústico, charango e percussões; e Tuco Marcondes, que arrasa ao acariciar uma slide guitar e beijar uma gaita na seqüência de Quase Nada e Blues do Elevador (nesta, o vocal de Zeca também abafa).

O rock-cordel Heavy Metal do Senhor encerra o espetáculo, com os quatro voltando a usar óculos escuros. Baleiro finalmente se desprega da cadeira, assumindo postura roqueira na digitação rasgada do violão, e caindo de joelhos na boca do palco, para o delírio de todos, que já aplaudiam a performance de pé.

Para terminar, ficam duas sugestões: a inclusão, no repertório do show, das belíssimas Maldição, do disco Vô imbolá, e Balada Para Giorgio Armani e Brigitte Bardot, do disco novo – as três condizentes com a estética de Líricas. E a gravação do show em CD, video ou DVD. Melhor os três. Tá me ouvindo, Zeca?


Luciano Sá é jornalista e compositor.

Email: lucsah@bol.com.br

(*) O espetáculo "Líricas", de Zeca Baleiro, foi apresentado no teatro do Centro de Convenções, em Fortaleza, em 08 e 09 de dezembro de 2000.

 

 

Página da Música de junho

 

Zé Geraldo roda o Brasil com seu canto

Entrevista com Ney Matogrosso

Egberto Gismonti mostra recentes criações em SP 

Altamiro Carrilho dá seu recado aos músicos brasileiros

Bibi Ferreira, 60 anos de palco

Caetano Veloso faz estréia nacional de "Noites do Norte"

Além de lançamentos de CDs, notícias da MPB e roteiros de shows em todo o Brasil

 

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Onde a MPB acontece

 

 

 

RENATO MOTHA VENCE EM TATUÍ

 

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JORNAL

MOVIMENTO

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Quinta-feira, 31 de maio de 2001 - 19h53   

 

 

 

Prêmio vai para Varella, Magaldi, Tom Zé e Mãe Stella

Pela criatividade de suas obras, cada um deles vai ganhar R$ 30 mil além de uma escultura criada especialmente pelo artista Felix Bressan. Já o prêmio na categoria Fomentadores foi para a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi

São Paulo - Os vencedores do Prêmio Multicultural Estadão 2001 são o médico cancerologista e escritor DrauzioVarella, o acadêmico e crítico teatral Sábato Magaldi e o músico Tom Zé, na categoria Criadores, e a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, na categoria Fomentadores. A apuração foi realizada hoje sede do Estado com auditoria da Arthur Andersen.

Foram 3.707 votos que vieram de todo o Brasil por meio da participação do Colégio Eleitoral que reúne 6 mil profissionais da cultura. Segundo o regulamento do prêmio, todos os eleitos serão agraciados com uma obra criada especialmente pelo artista plástico gaúcho Felix Bressan. Porém, os criadores escolhidos, além da obra, recebem a quantia de R$ 30 mil de estímulo à continuidade de seus trabalhos.

Drauzio Varella é ideólogo e praticante de uma medicina social e atua com veemência nos mais diversos meios de comunicação. Desenvolve, desde 1989, trabalho voluntário na Casa de Detenção. A vivência dentro do maior presídio do País valeu-lhe de inspiração para a escrita de Estação Carandiru, livro ganhador do Prêmio Jabuti.

Sábato Magaldi é a memória viva e crítica das artes cênicas no Brasil e no exterior. Um dos imortais da Academia Brasileira de Letras, Magaldi é autor de obras fundamentais para a reflexão do teatro nacional. Panorama do Teatro Brasileiro, Moderna Dramaturgia Brasileira, Crônicas da Vida Teatral são alguns dos títulos.

Tom Zé é o exemplo máximo da inventividade e do experimentalismo na música popular. Egresso de tropicalismo (movimento do qual ele foi um dos principais articuladores), o baiano de Irará amargou cerca de duas décadas de quase ostracismo, até ser descoberto pela vanguarda nova-iorquina nos anos 90. Como de costume, seu mais recente álbum, Jogos de Armar, é um primor inventivo.

A conterrânea de Tom Zé, Mãe Stella de Oxóssi, é responsável pelo terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910 e transformado em Patrimônio Histórico Nacional. A instituição religiosa situa-se no bairro de São Gonçalo do Retiro, em Salvador, e abriga uma escola de ensino básico que atende a 300 crianças da comunidade. Entre outras especificidades, a cultura africana faz parte do currículo obrigatório. O terreiro desenvolve também, em parceria com o Unicef e a Comunidade Solidária, programas profissionalizantes e culturais para 150 adolescentes.

A festa da 5.ª edição da premiação será realizada no dia 11 de julho no Sesc Pompéia.

Rodrigo Carneiro

 

 

 

 

 

 

"7 DIAS EM 2000"

Plano Real  ou Milagre Econômico II - O Retorno

"Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo"

 

O dramaturgo Jair Alves, insistindo no seu propósito de fazer um teatro em sintonia com a realidade dos dias atuais, dirige sua peça 7 Dias em 2000, escolhida como o melhor texto no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, no ano passado. A estréia será no dia 20 de junho, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. O diretor integrou na concepção cênica uma exposição de instantâneos, da fotógrafa Iolanda Huzak, cujo tema é Menina Mulher.

A estória de 7 Dias em 2000 gira em torno de uma família de classe média, onde o protagonista, um jornalista em vias de se aposentar, se vê envolvido num caso de polícia. Ele e sua mulher se desdobram para protegerem a neta, uma pré-adolescente que traz para dentro da cena grande parte dos transtornos financeiros que os pais enfrentam e, por amostragem, toda classe média brasileira. Esta é a porta de entrada para a comédia de erros, onde se desenvolve a peça.

O texto aproveita para discutir em cena os desacertos do segundo milagre econômico a que foi submetida à família brasileira ( o Plano Real ). As comparações entre o regime militar dos anos 70 e os dias atuais são reveladas na ação da peça, que transcorre no período exato de uma semana. O personagem adolescente é o contraponto e a antagonista da trama. As fotos de Iolanda Huzak mostram um Brasil em preto e branco, sem retoques, onde a parte fraca da sociedade sofre no corpo os efeitos desses milagres. "A exposição procura chamar a atenção para o grave problema das crianças que têm o seu futuro comprometido quando precisam trocar a brincadeira e o estudo pelo trabalho", diz a fotógrafa. Desses contrastes, Jair Alves pretende extrair a poesia, tão necessária para a sociedade brasileira refletir e sobreviver.

Não é a primeira vez que o dramaturgo Jair Alves e a fotógrafa Iolanda Huzak trabalham juntos. Em 1978, quando ele, como ator, protagonizou A Missa do Vaqueiro, ela registrou todo o espetáculo (foto abaixo).

 

Jair Alves é  dramaturgo ator e diretor. Em 1979, criou a Cooperativa Paulista de Teatro, entidade que presidiu durante sete (7) anos, quando esta era o principal centro de renovação cênica na cidade de São Paulo. No ano passado, em outubro, coordenou e dirigiu um grupo de atores e diretores profissionais no evento 25 Vezes Vladimir, no teatro Ruth Escobar, por ocasião do vigésimo quinto aniversário da morte do jornalista Vladimir Herzog.

 

Serviço:

7 Dias em 2000, de Jair Alves

Gênero: Teatro Adulto - Comédia

Elenco: Javert Monteiro, Beatriz Campos e Theodora Ribeiro

Direção: Jair Alves

Estréia: 20 de Junho de 2001

Local: Teatro Ruth Escobar - Rua dos Ingleses, 209 - São Paulo (SP).

Apoio: Sindicato dos Jornalistas  e OAB-SP

Assessora de Imprensa: Suely Pinheiro - MTb 14.262

Mais informações, pelo telefone (0xx11) 3101-2189  ou  e-mail  suely.pinheiro@uol.com.br

 

 

 

 CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE

PROGRAMA VIVA A PLÁSTICA


Exposição Individual

O Primitivismo de GERARDO DA SILVA 

1º a 23 de junho de 2001, de 09 às 19 horas

OBS: Até 08 de junho, o artista estará pintando ao vivo na exposição, de 15 às 19 horas.

EXPOSIÇÃO TAMBÉM DISPONÍVEL NA INTERNET

em: www.banconordeste.gov.br/cultura/default.htm


 

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE

Endereço: Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro

Fortaleza – Ceará – CEP: 60025-131

Fone (85) 488.4100 – Fax (85) 488.4111

Home Page: www.banconordeste.gov.br/cultura

 

 

 

Notícias de Samba & Choro
http://www.samba-choro.com.br/noticias

 

  1. (RJ) Cláudio Jorge lança seu disco nesta segunda no Rival leia »
  2. (RJ) Rio de Janeiro ganha nesta sexta seu Clube do Choro leia »
  3. (RJ) Peça musical sobre Clara Nunes estréia no CCBB leia »
  4. (SP) Quinteto em Branco e Preto neste sábado leia »
  5. (RJ) Roda de samba e choro com feijoada sábado na Lapa leia »
  6. (RJ) Samba da Mauro Duarte homenageia João Nogueira leia »
  7. (RJ) Aldir Blanc e Moacyr Luz de graça sexta no Museu da República leia »
  8. (RJ) Beto Caratori sexta no Clube Militar leia »
  9. (RJ) Zé Paulo Becker nesta sexta em Santa Teresa leia »
  10. (DF) Sérgio Duboc e Vicente Sá apresentam seus sambas na ASSEFE leia »
  11. (RJ) Velha Guarda da Mangueira recebe Wilson Moreira neste sábado leia »
  12. (RJ) Ney Matogrosso com show Batuque no -- argh! -- ATL Hall leia »
  13. (RJ) Wilson Moreira, Monarco e feijoada neste domingo no Lagoinha leia »
  14. (SP) Rua do Choro sábado em novo horário leia »
  15. (RJ) Surica amanhã no Casarão Cultural dos Arcos leia »
  16. Pedro Paulo Malta escreve sobre cabo Laurindo e Wilson Batista leia »
  17. (SP) Thobias da Vai-Vai inaugura a feijoada do Rose´s Gourmet Grill leia »
  18. (SP) Nicanor Teixeira no Instrumental Sesc Brasil leia »
  19. Seleção de comentários dos leitores da Agenda leia »

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1. (RJ) Cláudio Jorge lança seu disco nesta segunda no Rival
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Se você não conhece, está perdendo. Cláudio Jorge é mais conhecido como um dos melhores violonistas de samba. Está lançando agora o "Coisa de Chefe", seu segundo disco (e primeiro CD), onde mostra seus menos conhecidas faces de compositor, cantor e produtor. O show vai realizar a façanha de reunir boa parte da turma que participa do CD, nada menos do que Wilson das Neves, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila e Toque de Prima.

No repertório estarão suas composições. Ele é parceiro de muita gente boa, a começar pelo mestre Cartola, mas no show estarão basicamente as músicas do disco, são parcerias com Ivan Lins, Wilson das Neves, Luiz Carlos da Vila, João Nogueira, Jamil Joanes, Luiz Alfredo e Nei Lopes.

O grupo que vai acompanhá-lo é formado por Camilo Mariano (bateria), Ivan Machado (contra-baixo), Fernando Merlino (teclados), Ovídio Brito (percussão), Marcelinho Moreira (percussão), Newton Medeiros (trompete) e Humberto Araújo (sax e flautas).

O show será nesta segunda, dia 4, às 19h no Teatro Rival. Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Centro. Ingressos a R$10. Programão para começar a semana.

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2. (RJ) Rio de Janeiro ganha nesta sexta seu Clube do Choro
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Numa casa de 148 anos, onde já tocou Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, será aberto o Clube do Choro do Rio de Janeiro. À frente do projeto, que já conta com registro e estatutos, estão o violonista Sérgio de Pinna, o pesquisador Ary Vasconcellos, Antonio Lima (conhecido como Toinho, é o presidente) e José Alvarenga. A turma é ambiciosa, quer transformar o recém-reformado local em um conservatório de música, com não apenas show e rodas, mas biblioteca, palestras e cursos.

A inauguração será nesta sexta (1) a partir das 20h. Terá um coquetel e, claro, uma animada roda com os músicos Marco de Pinna com o grupo Vibrações, Mario Pereira (sax), Harold Emert (oboé!) , Lenir Siqueira (o professor de flauta do Altamiro), Altamiro Carrilho, Aldemilde Fonseca, Walter Silva, Duo Brasil de Violões, entre outros.

Anote o endereço: Rua Frei Caneca, 127.

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3. (RJ) Peça musical sobre Clara Nunes estréia no CCBB
   Por Paulo Eduardo Neves

    

O musical "Clara Nunes - Brasil Mestiço" homenageia uma das maiores cantoras brasileiras quase 20 após sua passagem. São ao todo 29 canções do repertório de Clara que são interpretadas pelos autores. São músicas de Ataulfo Alves, João Bosco, Candeia, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Cartola e Paulo Cesar Pinheiro, entre outros. Se a história ou a interpretação são boas, isto eu não tenho como dizer, mas a parte musical está garantidíssima pelos músicos que tocam durante o espetáculo: Luiz Flávio Acofra e Jaime Vignolli, do grupo Água de Moringa e Celsinho Silva, do Nó em Pingo d'Água.

A direção musical fica por conta de Gustavo Rente. Os atores são Ana Velloso, Ana Carbatti, Flavio Bauraqui, Marcelo Vianna e Vera Novello. Os produtores são os mesmos responsáveis pelo ótimo Dolores, que contava a vida de Dolores Duran.

A estréia é neste dia primeiro de junho no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, de quarta a domingo sempre às 19h30. A temporada encerra dia primeiro de julho.

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4. (SP) Quinteto em Branco e Preto neste sábado
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Neste sábado (2), a partir das 18h, o Quinteto em Branco e Preto se apresenta na feijoada do " Boutequim Choperia". Endereço é Av. Robert Kennedy, 6670, Bairro Interlagos, Tel. 5667 5588 . Ingressos a R$10 para homens e R$8 para mulheres. Estacionamento com manobrista.

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5. (RJ) Roda de samba e choro com feijoada sábado na Lapa
   Por Paulo Eduardo Neves

    

A partir das 15h neste sábado (2) o grupo Samba e Choro sem Colarinho anima a roda no Restaurante Salsa & Cebolinha. O grupo é formado por Sami no violão, Fábio no violão, Ary no cavaco, Cidinho no pandeiro e flauta e Guto no surdo. O endereço é Rua Gomes Freire, 517, Lapa.

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6. (RJ) Samba da Mauro Duarte homenageia João Nogueira
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Como todo primeiro sábado do mês, este terá a roda de samba da Praça Mauro Duarte. A roda será motivo para celebrar quatro datas, um ano de falecimento de João Nogueira, e três aniversários, o do próprio Mauro, que faria 71 anos nesta data, Walter Alfaiate, que faz dia 7, e Cabelinho da Portela, no dia 4. Presenças confirmadas : Ângela Nogueira, Presidente do Clube do Samba e esposa de João Nogueira, Diogo Nogueira, cantor e filho do João, Walter Alfaiate, Cabelinho, Márcia Duarte e a " autoridade " Xangô da Mangueira. A roda está marcada para as 18h.

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7. (RJ) Aldir Blanc e Moacyr Luz de graça sexta no Museu da República
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Comemorando os dois anos dos "talk-shows" República do Samba, Moacyr Luz e Aldir Blanc se apresentarão de graça nesta sexta (1) às 19h no Espaço Multimídia do Museu da República. De acordo com a divulgação, estão convidados Dudu Nobre, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Paulinho da Viola, Miltinho, Alcione, Roda de Saia, D. Ivone Lara, Velha Guarda do Império Serrano, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Sombrinha, Almir Guineto, Elza Soares, Seu Jair do Cavaquinho, Compositores do Buraco do Galo, Nelson Sargento e muitos outros.

Esqueceram de chamar Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho...

Papo furado. O evento é organizado pelo jornalista Mauro Viana, pelo visto vale a pena ficar com um pé atrás de tudo organizado por ele. Há algum tempo ele prometeu uma roda no mesmo museu. Estava programado um show gratuito de Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Sombrinha, fora a exibição de um filme sobre o Candeia. Nas semanas seguintes, vários amigos meus, de grupos completamente diferentes, vieram me falar mal do tal Mauro Viana. Nunca vi tanta gente raivosa por causa de um show. Neste dia o show estava marcado para as 19h, após as 20h pessoal começou a reclamar , pois viram que nada estava armado. Ele prometeu que os artistas se apresentariam após as 21h. Nesta hora disse que iria passar antes o filme, que não tinha nada do prometido Candeia, pelo contrário, era um filme que mostrava a África sob um ótica colonialista. O Luis Carlos da Vila, que tinha até aparecido, já tinha se mandado nesta hora. O que deixou todo mundo com mais raiva é que quando encontraram o "produtor" no botequim do outro lado da rua e foram reclamar, tiveram que ouvir que ele não lhes devia explicações, pois não eram jornalistas. No dia seguinte descobriram até que o Arlindo Cruz e Sombrinha estavam fazendo um show naquele dia em São Paulo. Nunca poderiam aparecer.

Nesta sexta pode ficar tranquilo. Confirmei o show com os artistas e realmente terá o Moacyr e o Aldir. Os últimos shows parece que têm acontecido corretamente. Show dos dois de graça e ainda no agradável Museu da República não dá para perder. Quem já foi diz que vale a pena chegar após a entrevista.

Na divulgação que recebi já estão marcados os próximos artistas programados: Rubem Confete, Sururu na Roda (6 de julho), Dudu Nobre (3 de agosto), Simone Moreno e Cravo na Lapela (14 de setembro), Miltinho e Sardinha Pagode Jazz Band (sic) (5 de outubro), Martinho da Vila (9 de novembro) e Paulinho da Viola (7 de dezembro). Eu já tava doido para reservar na minha agenda os dias dos shows do Martinho e Paulinho, mas logo depois vem o aviso: "programação sujeita a alterações":-(.

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8. (RJ) Beto Caratori sexta no Clube Militar
   Por Paulo Eduardo Neves

    

Beto Caratori se apresenta nesta sexta (1) no Clube Militar Lagoa, das 19h às 23h.. Toda a primeira sexta-feira de cada mês, o cantor comanda um sarau dançante com convidados. Neste, é esperada a presença do trompetista Alberico Moura e da cantora Claudia Lima. No roteiro, músicas de Nelson Cavaquinho, Cartola, Noel Rosa, Candeia, entre outros. Acompanhando-o estarão Homero Ferreira (violão), Aílton Santanna (cavaquinho) e Augusto Santanna (percussão). A entrada é franca. O endereço é: Rua Jardim Botânico, 391, Jd. Botânico (537-7140).

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9. (RJ) Zé Paulo Becker nesta sexta em Santa Teresa
   Por Paulo Eduardo Neves

    

O violonista Zé Paulo Becker, integrante do Trio Madeira Brasil, apresenta as músicas de seu ótimo disco "Lendas Brasileiras" nesta sexta (1) no Arte Sumária em Santa Teresa. Começa às 21h, ingressos a R$10. Rua Teresina, 12 - Santa Teresa - tel: 253 4899, é bom reservar antes.

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10. (DF) Sérgio Duboc e Vicente Sá apresentam seus sambas na ASSEFE
    Por Paulo Eduardo Neves

    

Nesta sexta (1) às 22h, Sérgio Duboc - integrante do Grupo Liga Tripa - estará apresentando seus sambas, muitos ainda inéditos, ao lado do seu parceiro, o poeta e letrista Vicente Sá. O show vai acontecer na ASSEFE - Associação dos Servidores do Senado Federal - Setor de Clubes Sul - ingressos antecipados podem ser adquiridos através do telefone 244 7859 com Marly. Sérgio e Vicente serão acompanhados por Fino na percussão, Carrapa no cavaquinho e Toninho Alves na flauta. Uma amostra de sua obra, o samba "Bem Devagar", está no último cd da cantora Célia Porto e ainda, Sérgio Duboc está em fase de finalização de seu 1º cd somente com sambas inéditos. O show contará com a participação especial do baterista Leander Motta, professor de música, percussionista e integrante do grupo Dois de Ouro.

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11. (RJ) Velha Guarda da Mangueira recebe Wilson Moreira neste sábado
    Por Paulo Eduardo Neves

    

Está difícil, vamos ver se desta vez consigo anunciar esta roda sem cometer erros. A Velha Guarda da Mangueira receberá o grande Wilson Moreira em sua roda dos sábados à tarde no Barracão da Mangueira na Praça Onze.

Por falar em Wilson, vá se preparando. Todo mundo que já teve a chance de ouvir trechos de seu novo disco diz que está sensacional.

Ufa! Acho que desta vez saiu tudo certo.

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12. (RJ) Ney Matogrosso com show Batuque no -- argh! -- ATL Hall
    Por Paulo Eduardo Neves

    

Prepare seu telescópio. No tenebroso ATL Hall, Ney Matogrosso apresenta o show de seu elogiadíssimo disco "Batuque", onde interpreta sambas das décadas de 10 a 40. Acompanhando-o vem uma banda repleta de chorões e sambistas de primeira: Rogério (Nó em Pingo D'Água), violão de seis; Marcelo Gonçalves (Madeira Brasil), violão de sete; Ronaldo (Época de Ouro e Madeira Brasil), bandolim; Jorge Helder, contabaixo e cavaquinho; Oscar Bolão, bateria e percussão; Zero, percussão; Trambique, percussão; Dirceu Leite, sax- tenor, flauta e clarinete; e Zé Nogueira, sax-soprano. No repertório, sambas e choros antológicos como Adeus baucada, Urubu malandro, Beija-me, Samba rasgado, Vatapá, entre outros. Tem até um instrumental: 1x0, do Pixinguinha.

Será neste final de semana e no seguinte. Sexta (1 e 8) e sábado (2 e 9), às 22h30. Domingo (3 e 10), às 20h30. Preços de R$ 25 (platéia) até R$ 65 (ai!). 421-1331

Fica a dúvida: por que a medida que os cinemas se tornam mínimos as casas de shows se tornam gigantescas?

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13. (RJ) Wilson Moreira, Monarco e feijoada neste domingo no Lagoinha
    Por Eugênia Rodrigues

    

Nossa, difícil imaginar programa mais legal: Wilson Moreira e Monarco comandando uma roda de samba no alto de Santa Teresa, em meio a muito verde e aquela fei-jo-a-da...
Esse programa dos deuses acontecerá no próximo domingo, dia 3/6, no Clube Lagoinha, a partir das 14 horas. O ingresso custa R$ 20 para adultos e R$ 10 para crianças. O Lagoinha fica na Estrada Dom Joaquim Mamede, nº 125, Santa Teresa, próximo ao Colégio CEAT. Tels. 2454055, 2750375 e 96480660.

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14. (SP) Rua do Choro sábado em novo horário
    Por Roberta Cunha Valente

    

Mais uma mudança de horário. Agora a Rua começa às 14 horas. Neste sábado, o contrabaixista Luiz Chaves, ex-Zimbo Trio, o cavaquinista Toninho Galani e o Bando de Macambira.

Rua do Choro: Rua General Osório, na altura do n. 50. Centro. 14 horas. Entrada franca.

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15. (RJ) Surica amanhã no Casarão Cultural dos Arcos
    Por Eugênia Rodrigues

    

Amanhã, dia 2/6, a maravilhosa Surica estará se apresentando novamente no Casarão Cultural dos Arcos. O show começa às 22 horas, custa R$ 10,00 e não há consumação mínima. O Casarão fica na Av. Mem de Sá, 23, Lapa, tel. 34735935.

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16. Pedro Paulo Malta escreve sobre cabo Laurindo e Wilson Batista
    Por Paulo Eduardo Neves

    

O cabo Laurindo foi personagem de diversas sambas de primeira qualidade. Só o Wilson Batista o utilizou em pelo menos três de seus sambas. Nosso amigo Pedro Paulo Malta escreve sobre isto e sobre o genial Wilson Batista em sua última coluna. Dica: se você custar muito para ler isto, pode ser que a coluna tenha sido atualizada, procure então na coluna à direita pela de título "Laurindo e outras histórias".

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17. (SP) Thobias da Vai-Vai inaugura a feijoada do Rose´s Gourmet Grill
    Por Eugênia Rodrigues

    

Amanhã, dia 2, o Thobias da Vai-Vai estará inaugurando a roda de samba com feijoada do novíssimo Rose´s Gourmet Grill. Ele prestigiará a Banda Magia, que o acompanha, e que estará no restaurante todos os sábados. A apresentação se dará a partir das 12 horas e a feijoada self-service, a R$ 14,90, é servida das 11 às 17 horas.
Thobias da Vai-Vai é um dos principais intérpretes de samba-enredo paulistano e apresentará "clássicos do samba, canções gravadas em seus discos solos, e, é lógico, sambas-enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo".
O Rose´s Gourmet Grill fica na Rua Juvenal Coimbra, 64 – Trevo da Ponte da Vila Maria (Campo do União dos Operários Futebol Clube). Fone/Fax: (11) 3333.6574. A direção da casa planeja receber sambistas convidados em outras oportunidades.

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18. (SP) Nicanor Teixeira no Instrumental Sesc Brasil
    Por Fernando José Szegeri

    

O grande Nicanor Teixeira finalmente abrilhantará este que há tempos é o principal espaço da música instrumental brasileira em São Paulo. Violonista, compositor e pesquisador, somente agora aos 71 anos o mestre tem um disco inteiramente dedicado ao registro de sua obra, interpretada por alguns dos maiores instrumentistas brasileiro como Guinga, Turíbio Santos, Egberto Gismonti, Afonso Machado e Luiz Otávio Braga, além do próprio Nicanor, que pra nossa sorte ainda está em plena forma. No espetáculo, ele estará acompanhado do próprio Turíbio Santos, do grande Paulão 7 Cordas e das também violonistas Vera Andrade e Maria Haro.

SESC Paulista - Av. Paulista, 119 - Paraíso. Fone: 3179-3400. Segunda-feira, 04/06, 18h30. Entrada Franca (os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência - a procura costuma ser bem grande)

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19. Seleção de comentários dos leitores da Agenda

    

Abaixo é uma seleção dos comentários mais interessantes feitos sobre as notícias editadas na Agenda. Clique no link para lê-los.

*Walter Alfaiate e Diogo Nogueira quinta no Sesc Tijuca
Comentários por
- Fernando José Szegeri

*Artigo de Nei Lopes critica anúncio que associa samba a barulho
Comentários por
- jards macalé
- Marcelo Rasga Moreira
- Sonia Palhares
- Vinicius Pereira de Souza
- Carmen L Zambon

*Boteco do Cabral homenageia o grande Cyro Monteiro
Comentários por
- Fernando José Szegeri

*Wilson Moreira, Monarco e feijoada neste domingo no Lagoinha
Comentários por
- Eugênia Rodrigues: Correção e informação relevante

*Roda de samba de dia das mães na Vila Madalena
Comentários por
- Rosana/Cesar

*Prêmio Visa escolhe os finalistas
Comentários por
- Sonia Palhares

*Clube do Choro divulga a programação para maio e junho
Comentários por
- João Santos Coelho Neto

*CCBB de Brasília aberto para projetos
Comentários por
- Sonia Palhares: Opinião

*Zeca Pagodinho com seu site oficial no ar
Comentários por
- Paulo Eduardo Neves: Informações extras

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SESC
POMPÉIA

APRESENTA
NO PROJETO PRATA DA CASA

GLAUCO LOURENÇO

NO SHOW
CURARE

VOZ E DIREÇÃO MUSICAL GLAUCO LOURENÇO
VIOLÕES E GUITARRA DUDU CARIBÉ
BAIXO BRUNO MIGLIARI
BATERIA E PERCUSSÃO EDUARDO SZAJNBRUM



ENTRADA FRANCA
SESC POMPÉIA
RUA CLÉLIA 93 - POMPÉIA
SÃO PAULO

DIA 12 DE JUNHO DE 2001
TERÇA - 21:00 HORAS

PROGRAMA

CURARE GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
ABALO SÍSMICO GLAUCO LOURENÇO E MATHILDA KÓVAK
CARNEIRINHOS GLAUCO LOURENÇO
BEBE CHUVA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
BOI GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
REPOLHO ROXO GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
VESGA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
TRAVESSEIRO GLAUCO LOURENÇO E MATHILDA KÓVAK
AUTOMÁTICO GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
LOTERIA DE DEUS GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
TV QUE NINGUÉM VÊ GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
SONHO EMBORA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
DRAGÕES GLAUCO LOURENÇO
ALMA GÊMEA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
HASTA LA VISTA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA

 

CANTOR E COMPOSITOR, GLAUCO LOURENÇO, PREPARA SEU PRIMEIRO CD, "CURARE".  HÍBRIDO DO JAZZ  E DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA, SEU ESTILO TAMBÉM SOFREU INFLUÊNCIA DOS MUSICAIS DA BROADWAY.

"GLAUCO É UM DOS MEUS MAIS IMPORTANTES PARCEIROS. ADMIRO E ME IDENTIFICO MUITO COM SUA FORMA DE COMPOR E CANTAR E ME IMPRESSIONO COM A CONSISTÊNCIA DE SEU PRIMEIRO TRABALHO. NOSSAS MÚSICAS FAZEM PARTE DO MEU REPERTÓRIO PESSOAL, EM DISCO E SHOW" -
DIZ SUELY MESQUITA.

GLAUCO LOURENÇO COMPÕE HÁ CINCO ANOS E CANTA HÁ DEZ. JÁ APRESENTOU ESTE SHOW NO MISTURA FINA E NO TEATRO CAFÉ PEQUENO, NO RIO DE JANEIRO.


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POMPÉIA

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NO PROJETO PRATA DA CASA

GLAUCO LOURENÇO

NO SHOW
CURARE

VOZ E DIREÇÃO MUSICAL GLAUCO LOURENÇO
VIOLÕES E GUITARRA DUDU CARIBÉ
BAIXO BRUNO MIGLIARI
BATERIA E PERCUSSÃO EDUARDO SZAJNBRUM



ENTRADA FRANCA
SESC POMPÉIA
RUA CLÉLIA 93 - POMPÉIA
SÃO PAULO

DIA 12 DE JUNHO DE 2001
TERÇA - 21:00 HORAS

PROGRAMA

CURARE GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
ABALO SÍSMICO GLAUCO LOURENÇO E MATHILDA KÓVAK
CARNEIRINHOS GLAUCO LOURENÇO
BEBE CHUVA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
BOI GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
REPOLHO ROXO GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
VESGA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
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"GLAUCO É UM DOS MEUS MAIS IMPORTANTES PARCEIROS. ADMIRO E ME IDENTIFICO MUITO COM SUA FORMA DE COMPOR E CANTAR E ME IMPRESSIONO COM A CONSISTÊNCIA DE SEU PRIMEIRO TRABALHO. NOSSAS MÚSICAS FAZEM PARTE DO MEU REPERTÓRIO PESSOAL, EM DISCO E SHOW" -
DIZ SUELY MESQUITA.

GLAUCO LOURENÇO COMPÕE HÁ CINCO ANOS E CANTA HÁ DEZ. JÁ APRESENTOU ESTE SHOW NO MISTURA FINA E NO TEATRO CAFÉ PEQUENO, NO RIO DE JANEIRO.


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DISCOLADA catálogo de discos e livros especiais

Nosso objetivo principal é oferecer cultura contemporânea desvinculada de qualquer intermediário, valorizando e divulgando o artista que acreditou e bancou a sua obra.

A Discolada chega ao mercado sem nenhuma relação comercial com a mídia, os selos , as gravadoras, e o mercado em geral.

 Especializada em discos e livros “descolados”, a Discolada  reúne a produção de artistas fora do circuito das grandes editoras/distribuidoras, gravadoras e selos de distribuição restrita. Os músicos e produtores Jo de Souza e Tuco Freire da Trigrama Editora e a produtora e programadora cultural Lúcia Rodrigues, da Dois LL Produções, garantem que o acervo é praticamente exclusivo.

 "Garimpado, nosso pequeno catálogo traz  obras que acreditamos  ser culturalmente importantes, e pretendemos colocar nossos produtos a um preço "realista" em pontos de segmentos variados, além das lojas de CDs e livrarias".

  Os produtos da DISCOLADA poderão ser adquiridos em vários pontos de venda e também através do site: www.discolada.com.br.

A Novidade estará nos displays itinerantes que estarão à venda no circuito cultural da cidade.

 O lançamento oficial da Discolada será dia 24 de Junho na “PRIMEIRA FEIRA DE CDS DE RUA DA VILA MADALENA”.

Serviço                                    

DISCOLADA - Vendas por telefone (0 xx 11) 3661-6365

Direto na internet pelo site www.discolada.com.br Informações também pelo

 e.mail discolada@discolada.com.br

Atendimento à Imprensa-

 Lucia Rodrigues (11) 9271 5125    doisll@terra.com.br

Jo e Tuco (11) 96887196   joetuco@joetuco.com.br 

 

 

 

O cantor e compositor Maurício Pereira  volta ao Supremo Musical,
toda quinta de junho,
cantando clássicos do nosso pop,
no show q deu origem ao meu terceiro disco,
que ainda não tem nome,
mas que sai em setembro/outubro,
pela Lua Discos.

A banda é a mesma (graças a Deus...): Carneiro Sândalo (bateria), Reinaldo Xulapa (baixo), Daniel Szafran (piano), Luizinho Waack (guitarra) e Claudio Faria (trumpete).

O repertório é o mesmo, com pequenas novidades que vieram do clamor popular do ano passado:
ou seja, além dos mestres Erasmo e Roberto, Don Beto, Dafé, Stones, Lamartine, entre outros,
desta vez também vou cantar Dalto, Tim Maia e Raul, finalmente...

E em cada quinta tem um convidado, como sempre,
só que desta vez Maurício chamou uma galera nova pra dar canja.

Nesta quinta é a Rita Monteiro, cantora daqui de SP, que tá lançando seu primeiro cd solo no segundo semestre.

Depois tem Miriam Maria, Jô e Tuco e Zé Guilherme, certo?

Apareçam por lá, toda quinta,
sempre às 22 (aproximadamente...)

té + e 1 beijão
Mauricio

MAURICIO PEREIRA, BANDÃO E CONVIDADOS NO SUPREMO MUSICAL
todas as quintas;
22 horas
R$ 10
o Supremo é na rua Oscar Freire, 1000 (esquina com a Consolação)
RESERVAS: 3062-0950
ou via internet:
http://www.doisll.hpg.com.br




Novo disco de EDNARDO-Única Pessoa

Repercute na Mídia

Trechos condensados de matérias publicadas de Janeiro à Maio 2001 - © dos veículos - Tribuna da Imprensa (RJ), Folha de São Paulo (SP), Usina do Som (SP), O Norte (PB), O Estado de São Paulo (SP), O Popular (GO), Clique Music (RJ), O Povo (CE), Diário do Nordeste (CE).

Jornalistas - Mônica Loureiro (RJ), Pedro Alexandre Sanches (SP), Sérgio Barbo (SP), Ricardo Anisio (PB), Janaina Rocha (SP), Edson Wander (GO), Rodrigo Faour (RJ), Silvio Essinger (RJ), Luciano Almeida Filho (CE), Roberto Vieira (CE).

Para ler na íntegra clique no item Matérias Jornalísticas no site http://www.gd.com.br/ednardo ou acesse o site de cada veículo.


TRIBUNA DA IMPRENSA - Caderno BIS - Rio de Janeiro, quarta-feira, 16 de maio de 2001

As várias formas de se falar (bem) de amor - Ednardo "Única Pessoa" /Cotação: Muito bom

Depois de uma década longe dos estúdios, Ednardo lança 'Única Pessoa'. ... Quando se fala em Ednardo, a associação é imediata ao estrondoso sucesso de "Pavão Mysteriozo" na década 70. O que muitos desconhecem é que o cantor e compositor tem mais de 250 músicas gravadas e que, mesmo sem lançar discos há 10 anos - o último foi "Rubi" em 91 - nunca parou de fazer shows pelo país. "Nesse tempo, as gravadoras têm jogado no mercado muitas compilações e regravações de minhas músicas. A BMG - antiga RCA - vai comemorar 100 anos de existência no Brasil e relançar o 'Pavão' na íntegra ainda em 2001," adianta Ednardo.

O cearense volta agora aos discos com 'Única Pessoa' (GPA/Ouver Records). "É um projeto que estava pronto há dois anos". Ele lembra que por toda sua carreira trabalhou também com músicas de outros compositores. "No primeiro disco, tinha Fagner, Humberto Teixeira; no segundo, lancei Fausto Nilo, Petrúcio Maia...". O novo CD tem essa diversidade de compositores, mas Ednardo destaca que nada está jogado ao léu - há um roteiro cuidadosamente elaborado. São composições de brasileiros de "Norte a Sul". ... (Rogério Soares, Clésio Ferreira, Augusto Pontes, Nilson Chaves, Jamil Damous, Bebeto Alves, Totonho Villeroy, Milton Nascimento, Fernando Brant, Chico Buarque, Antonio Cícero, Orlando Moraes, Maria Tereza Lara, Lauro Maia, Humberto Teixeira, Javier Di Mar Y Abá, Régis Soares, Chico Pio, Neudo, Ednardo, Chico César).

Ednardo integra a geração de artistas cearenses conhecida como "Pessoal do Ceará". Ele é cuidadoso ao responder se alguma vez se sentiu injustiçado: " Não quero me colocar num bloco de injustiçados, faço shows lotados por todo o Brasil até para 50 mil pessoas. Isso responde melhor a defasagem entre o que o público dá de resposta ao meu trabalho e o espaço que tenho na mídia e nas gravadoras. Falando em termos gerais: a música brasileira vai muito bem, a maneira de divulgá-la é que vai mal" ...

Ednardo apresenta um disco de intérprete, pinçando compositores de várias partes ... (cearenses, piauienses, paraenses, mineiros, cariocas, riograndenses, goianos, paraibanos, cubanos...). Cada faixa é tranformada em uma agradável descoberta de novos talentos, ou na rememoração de alguns que andavam meio afastados. ... Tem duas regravações de nomes bastante reconhecidos: Futuros Amantes (Chico Buarque) e Fruta Boa (Milton e Brant) onde a voz de Ednardo parece deslizar pelas cordas dos violões. Aliás, ele consegue conjugar uma voz assentada e melíflua ao interpretar os diferentes e cuidadosos versos de amor presentes no disco. O CD abre com Folia ou Pressa (Clésio Ferreira/Augusto Pontes) onde o arranjo delicado inclui zabumba e triangulo. Pedra da Lua (Rogério Soares) muda o tom com cítaras e violões; Sinal dos Tempos (Bebeto Alves e Totonho Villeroy) tem a participação do conterrâneo Belchior. Ednardo também investe em diferentes ritmos cantando bolero em Noche de Ronda (Maria Tereza Lara)) e tango em Poema Imortal (Lauro Maia e Humberto Teixeira). Um gosto tropical tempera os versos de "Ave de Arribação"- 'Represa do açude dos desejos/Que a estiagem dos teus beijos/Faz secar de solidão' - que abre caminho para a sentida Universo em Mim (Regis Soares e Chico Pio e Neudo). A última faixa é a única de autoria de Ednardo em parceria com Chico César - e trazem arranjos que remetem bastante à Pavão Mysteriozo. .... Agora é torcer para que Ednardo volte a gravar com regularidade, resgatando assim seu espaço mais do que merecido no mercado fonográfico. (MÔNICA LOUREIRO)


FOLHA DE SÃO PAULO - Folha Ilustrada - São Paulo, terça-feira, 03 de abril de 2001

Ednardo reaparece após 11 anos sem disco - "Única Pessoa" /Cotação: Bom

Ednardo - que se celebrizou nacionalmente em 1976, com a inclusão de "Pavão Mysteriozo" na novela "Saramandaia" - está de volta para encenar o "lado B" de sua agreste geração. "Estar sumido é uma questão de mídia, tenho trabalhado o tempo todo. Não deixei de fazer música para virar empresário ou me aliar à políticos" ... Surgido no bojo do que se chamou "Pessoal do Ceará" -com Fagner e Belchior-, Ednardo, quebra o silêncio com o disco "Única Pessoa", lançado pela nova gravadora Ouver.

Nele, foge ao formato que serviu para avivar nos últimos anos as carreiras de seus pares - regravações de sucessos, acústicos, CDs ao vivo - e canta autores pouco difundidos que foi conhecendo em excursões Brasil afora. ... Justifica a opção, falando da rota diversa dos outros nordestinos, que lançaram CDs revisionistas e até se uniram num "Grande Encontro": "Faltei a essa reunião porque não queria fazer discos repetidos. Para fazer isso, é só a gravadora fazer compilação. ... Tenho uma quantidade razoável de músicas inéditas, que não vou guardando no baú, não. Vou cantando em shows, tenho quatro discos preparados"...

Autor de ativismo importante na MPB dos anos 70, Ednardo passou tempo demais desaparecido, e é expressivo que volte com um CD batizado "Única Pessoa", que tem apenas uma canção escrita de punho próprio. A faixa-título é uma parceria com um de seus sucessores no imaginário da música nordestina não-baiana, Chico César. As demais dão destaque a compositores do Pará ao Rio Grande do Sul, quase sempre mais novos que ele... Abre mão do regionalismo cearense - um dos lastros que mais o marcaram, entre obras-primas como "Ingazeiras" (73), "Pavão Mysteriozo" (74), "A Palo Seco" (74, com Belchior) e "Artigo 26" (76) - e, mais ainda, da veia autoral forte que o caracterizou. "Única Pessoa" fica mais impactante por isso. O autor da cáustica "Abertura" (76) rejeita com veemência artifícios mercadológicos que revitalizaram (mas nem sempre) outras carreiras. ... O que faz diferente? Rejeita as regravações de seus próprios sucessos, mas cala a própria voz de compositor. Agrupa canções que falam de solidão e isolamento, beijando a melancolia... Faz de "Universo em Mim" o momento mais pungente: "Vou sozinho em meu deserto/mas jamais me senti só"... O (anti) pavão é misterioso, silencioso. (PEDRO ALEXANDRE SANCHES)


USINA DO SOM - www.usinadosom.com.br - São Paulo, terça-feira, 27 de Março de 2001

APROVEITANDO O PORTAL DO TEMPO

Sem gravar há quase dez anos, Ednardo está retornando à cena graças a vários discos que estão sendo despejados agora no mercado. Além de um álbum novo, Única Pessoa, estão sendo relançados dois trabalhos dos anos 70, Berro e O Azul e O Encarnado. O disco, o décimo segundo da carreira, resgata sua verve poética e a sonoridade que é sua marca registrada: música híbrida, que agrega pop, blues, tango, rock, folk, mas de forte sotaque nordestino. Sempre aberto a vários estilos ele experimenta cítara na lírica "Pedra da Lua" e acrescenta blues em "Sinal dos Tempos" - que tem a participação do conterrâneo Belchior. Outro nordestino e, por sinal, também discípulo dá as caras na faixa título: Chico César. Ele co-escreveu a música "Única Pessoa" com Ednardo, que por sua vez, sente-se lisonjeado com a reverência da nova geração. Além de Chico possuir todos os discos do mestre cearense, Zeca Baleiro costuma cantar "Terral" (música do primeiro LP de Ednardo, Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem, com o Pessoal do Ceará, 1973)... (SÉRGIO BARBO)


O NORTE - Caderno Show - João Pessoa, terça-feira, 6 de março de 2001

A volta do Pavão - Coleção 2 em 1 reedita clássicos em CD

Ednardo lança disco inédito, 10 anos depois de um silêncio opcional. O compositor cearense, conhecido nos anos 70 com o sucesso da sua música "Pavão Mysteriozo", estava ausente do mercado fonográfico há dez anos. "Sempre me perguntam sobre esse hiato, mas não sou eu que tenho que responder isso e sim os diretores artísticos das gravadoras, os departamentos de marketing. Não foi opção minha ficar anos sem gravar". Neste ano, Ednardo rompe esse silêncio e lança Única Pessoa, pelo selo GPA Music, distribuído pela Ouver Records. ...

O novo álbum é, segundo o compositor, um projeto que estava gravado há quase dois anos. "Há muito tempo eu tinha vontade de fazê-lo. Sempre coloquei nos meus discos músicas de outros compositores e quando fui convidado a criar esse trabalho, disse que queria fazer um disco de intérprete." O seu produtor, Guti Carvalho, insistiu para que Única Pessoa tivesse, ao menos, uma composição de Ednardo, felizmente o músico cedeu. De sua autoria é a faixa que dá nome ao disco, feita com Chico César. ... A coleção 2 em 1 reedita clássicos em CD, Ednardo considera "Berro" e "O Azul e o Encarnado" albuns inéditos, justamente porque foram ignorados pelo mercado ainda na época interessado apenas na trilha de Saramandaia e ao disco "O Romance do Pavão Mysteriozo". ...(RICARDO ANISIO)


O ESTADO DE SÃO PAULO - Caderno 2 - São Paulo, quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2001

A VOLTA DO PAVÃO MYSTERIOZO

Após dez anos sem lançar discos, além do inédito Única Pessoa, Ednardo volta às prateleiras com os relançamentos de Berro, de 1976, e Azul Encarnado, de 1977, da coleção 2 em 1, há pouco tempo editada pela gravadora BMG. O terceiro e fundamental relançamento é a trilha da novela Saramandaia, de 1976. ...

Neste ano, Ednardo rompe esse silêncio e lança Única Pessoa, pelo selo GPA Music, distribuído pela Ouver Records. O novo álbum é, segundo o compositor, um projeto antigo. Estava gravado há quase dois anos. "Há muito tempo eu tinha vontade de fazê-lo. Sempre coloquei nos meus discos músicas de outros compositores e quando fui convidado a criar esse trabalho, disse que queria fazer um disco de intérprete." O seu produtor, Guti Carvalho, insistiu para que Única Pessoa tivesse, ao menos, uma composição de Ednardo. De sua autoria é a faixa que dá nome ao disco, feita com Chico César. No repertório, composições de autores muito e pouco conhecidos. Entre eles, Chico Buarque (Futuros Amantes) e Bebeto Alves e Totonho Villeroy (Sinal dos Tempos). "Quis, então, pinçar compositores de vários lugares do Brasil, desregionalizar, desmistificar essa divisão territorial, essa coisa de dizer que a música é do Ceará ou do Rio Grande do Sul." ...

Essa foi justamente uma das questões presentes no começo da sua carreira, no início dos anos 70. "É chato essa coisa de embalar a música em determinados escaninhos de classificação. Quando chegamos a São Paulo, as pessoas não sabiam como nos identificar e nos chamavam de o Pessoal do Ceará (os artistas Rodger, Tétty, Fagner, Belchior, Fausto Nilo, Amelinha e outros)", recorda. "O importante é que naquele momento a nossa criação foi muito espontânea, assim como a aproximação do público e da mídia. O período estava muito fértil musicalmente, tanto que apareceram os Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo. " Durante esse hiato sem discos e promovendo shows, Ednardo fez trilhas para cinema, entre elas, Luzia Homem, de Fábio Barreto, Tigipió e Calor da Pele, ambos de Pedro Jorge de Castro. (JANAINA ROCHA)


O POPULAR - Caderno 2 - Goiania, segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001

Canto de amor na volta de Ednardo - Artista dá chance a novos compositores

O novo disco de Ednardo é comedido. Nada de experimentalismos e viagens temáticas. Os arranjos parecem milimetricamente preparados para receber as composições estrangeiras. Uma espécie de festa para convidados, “para cantar o amor”, como ele mesmo define. Ednardo gravou compositores de norte a sul do Brasil, além de registrar a parceria mineira de Milton/Fernando Brant (Fruta Boa) e dar um toque elegante com naipes de flugelhorn e sanfona à inesquecível Futuros Amantes, de Chico Buarque.

Há de tudo um pouco: blues em Sinal dos Tempos (Bebeto Alves/Totonho Villeroy) com participação especial de Belchior; tango incidental em Poema Imortal (Lauro Maia e Humberto Teixeira) e ritmos nordestinos, é claro, na maior parte das faixas, com destaque para aquelas compostas por seus conterrâneos Rogério Soares, Chico Pio, Regis Soares e Neudo. Trata-se de novos, bons e ainda desconhecidos compositores. O disco conta também com participações nobres tanto em letra quanto em voz. O poeta Antônio Cícero se juntou ao goiano Orlando Moraes para escrever a faixa Dita, que ficou com uma pegada levemente bluesy. Dos ares latinos, Ednardo trouxe a compositora Maria Tereza Lara, de quem canta Noche de Ronda. E de Catolé do Rocha (PB), Ednardo chamou ninguém menos que Chico César para a parceria na faixa que nomina o CD. Mais que relembrar os tempos de Pavão Mysteriozo, Artigo 26, A Palo Seco, Carneiro e Enquanto Engoma a Calça, o novo trabalho do artista cearense traz um quê de saudade de uns nem tão distantes, mas bons tempos. (EDSON WANDER)


CLIQUE MUSIC - www.cliquemusic.com.br - Rio de Janeiro, segunda-feira, 22 de janeiro de 2001

Ednardo está de volta com cinco discos de uma vez só

Cantor e compositor cearense grava novo CD e até o final do ano, tira do arquivo dois inéditos e acompanha o relançamento de dois LPs pela BMG. Uma das vozes egressas do Nordeste nos anos 70, ao lado de Belchior, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Elomar, Vital Farias, Xangai e tantos outros, Ednardo estava há dez anos sem gravar. Agora, ele rompe o jejum lançando Única Pessoa pelo selo GPA Music, disco de intérprete, em que deixou de lado (por ora) sua celebrada vertente de compositor (quem é que não conhece sua Pavão Mysteriozo?). Mas não é só. Até o fim do mês, a BMG relança, na série 2 em 1, os velhos vinis Berro (1976) e O Azul e o Encarnado (1977) num só CD. Além desses, o compositor revela a CliqueMusic que já tem prontos outros dois discos, um ao vivo no Teatro Tuca (SP) e outro apenas com trilhas sonoras que já compôs para filmes nacionais, como Luzia Homem (Fábio Barreto), Tigipió e Calor da Pele (ambos de Pedro Jorge de Castro). (RODRIGO FAOUR)


CLIQUE MUSIC - www.cliquemusic.com.br - Rio de Janeiro, segunda-feira, 22 de janeiro de 2001

Ednardo "Única Pessoa" /Cotação: Bom

É um disco de intérprete, sim, mas de um artista que estava há muito tempo e injustamente sendo deixado de lado do cenário. Não só como compositor, mas também como músico, Ednardo exerceu sobre a música brasileira uma significativa influência, cujo arco de abrangência pega do maranhense Zeca Baleiro ao punk-brega Wander Wildner. Em Única Pessoa, seu primeiro disco em uma década, pode se resgatar um pouco de sua aventura nos anos 70, que era a tentativa de desenvolver uma espécie de folk à brasileira, com letras bem pessoais e poéticas.

Ednardo apresenta boa variedade de idéias no disco - há um quê de tango em Poema Imortal (de Lauro Maia e Humberto Teixeira), divagações poéticas em moldura blues-jazzística na faixa Dita (de Antônio Cícero e Orlando Moraes) e ritmos do Norte brasileiro em Da Minha Terra e Ave de Arribação. O maior risco que ele assume é ao reler o monumento de Chico Buarque, Futuros Amantes - a gravação convence, com sotaque mais pop e elegantes toques de sanfona e trumpete. Agradável, Única Pessoa não é assim um disco que vá mudar muita coisa na MPB, mas também não vai fazer feio entre o público de Ednardo - um gosto dos bons tempos restou. (SILVIO ESSINGER)


O POVO - Vida & Arte - Fortaleza, sexta-feira, 05 de janeiro de 2001

O retorno de Ednardo

Há 28 anos, Ednardo foi um dos responsáveis pela revelação da geração de artistas cearenses que ficou conhecida como `Pessoal do Ceará'. Ao lado de Fagner e Belchior, formou a tríade de cantores/compositores de maior sucesso do Ceará. Nesta virada de milênio, o cantor e compositor cearense Ednardo resolveu tirar da manga sua mais nova cartada: o CD Única Pessoa, que acaba de chegar às lojas. Há nove anos sem lançar disco - o último foi o LP Rubi - Ednardo Ao Vivo -, Ednardo fez a opção de não lançar um trabalho novo. Ele fez questão de adiantar que teria bastante material para isso, pois tem cerca de 80 composições - seu último trabalho inédito foi Libertree, de 1984. Durante este período, Ednardo escreveu três trilhas sonoras, que permanecem fora de catálogo, e não parou um só minuto de fazer shows por todo o País. ...

Para o novo CD, o cearense de 55 anos escolheu fazer um disco de intérprete, que reúne composições de diversos autores, entre os quais alguns conterrâneos, como seus irmãos Régis e Rogério Soares, e Chico Pio, resgatou uma parceria de Lauro Maia e Humberto Teixeira, entre regravações de monstros sagrados como Milton Nascimento e Chico Buarque. O disco traz apenas uma composição de sua autoria, justamente a faixa-título, ``Única Pessoa'', que marca o início da parceria Ednardo e Chico César. O paraibano radicado em São Paulo é um dos nomes da geração anos 90 da MPB que mais cita Ednardo como influência musical na sua carreira. ``Única Pessoa'' também serviu de fio condutor para a escolha das outras composições do disco. Assim, o novo CD reúne canções que falam basicamente de amor, nas visões mais diversas dos diferentes letristas/poetas e compositores escolhidos. ... (LUCIANO ALMEIDA FILHO)


DIÁRIO DO NORDESTE - Caderno 3 - Fortaleza, sexta-feira, 05 de janeiro de 2001

Dez anos pra falar de amor

O cantor e compositor Ednardo é um dos ícones da música brasileira. Junto a Fagner e Belchior, ele formou o que se convencionou chamar de “O pessoal do Ceará” que, no início dos anos 70, levou as sonoridades das terras de Alencar para o restante do Brasil. O resto é história. ...

Após 10 anos de silêncio fonográfico, o cantor volta à cena lançando “Única Pessoa”, CD que reúne 12 canções de vários compositores entre os quais a dupla Milton Nascimento/Fernando Brant (“Fruta Boa”), Chico Buarque (“Futuros Amantes”) e o conterrâneo Lauro Maia numa parceria com Humberto Teixeira (“Poema Imortal”). “Foi no paradoxo de interpretar músicas de outras pessoas que eu achei o fio condutor desse disco”, informa o cantor. Mas ao contrário do que possa parecer numa primeira audição, “Única Pessoa” não pode ser catalogado como um disco de covers de canções brasileiras, mas como um trabalho musicalmente bem elaborado do autor... O disco tem o mérito de trazer à luz um dos bons compositores da nossa música que já nos brindou com pérolas como “Ingazeiras” e a psicodélica “Pavão Mysterioso”. Enquanto isso, os fãs vão poder matar a saudade debulhando aos poucos este “Única Pessoa”. ... (ROBERTO VIEIRA)

 

 

 

Agenda SP: Novo show do violonista CONRADO PAULINO!

 

O violonista, guitarrista e compositor Conrado Paulino realizará mais um show no próximo dia 13 de junho, quarta-feira, às 22.00 horas, na pequena mas agradável casa de espetáculos Villaggio Café.

 É um espetáculo de música brasileira instrumental da mais alta qualidade, em que Conrado se apresenta com seu trio, integrado por Percio Sápia na bateria e Débora P.Gurgel no sax e na flauta, e que contará também com a participação especial do contrabaixista Rogério Botter Maio (que gravou, entre outros artistas, com Gerry Mulligan).

 

No repertório, releituras originais e sofisticadas de composições de mestres da MPB como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Ivan Lins, Carlos Lyra, Caetano Veloso, Cristovão Bastos e Luis Bonfá.

O violonista tocará também composições suas, como a belissima valsa "Isabel" e o samba-choro "Samba da Catalina".

 

Conrado Paulino já acompanhou feras da nossa música como Rosa Passos e Alaíde Costa, além de ter se apresentado com grandes instrumentistas como o Zimbo Trio, Hector Costita, Luis Chaves, Heraldo do Monte e muitos outros. 

O Villaggio Café fica na Praça Dom Orione 298 (travessa da R. 13 de Maio), Bela Vista. Reservas pelo telefone 251-3730.

 

Quando:  13/06 às 22.00 hs

Onde: Villaggio Café , Praça Dom Orione 298 (travessa da Rua 13 de Maio), Bela Vista. (70 lugares)

Quanto: R$ 10

Reservas: 251 3730