Baleiro
adoça almas com canções de afeto
Luciano
Sá
“Líricas é
um show da alma com canções de afeto, na contramão de um tempo em que o
espírito está totalmente banalizado, até pela própria canção”. Assim Zeca
Baleiro – tranqüilo porém contundente – definiu, em bate-papo antes do show, a
estética do espetáculo. Dito e feito. 35 anos, artista novo mas de obra já
madura, ele comprovou no palco que Líricas
é coerente com o que declara.
O show é uma tentativa bem-sucedida de resgate
musical de um universo de referências culturais e afetivas (familiares,
amorosas, de amizade), que “tendem a se perder no mundo contemporâneo”.
Por exemplo, a música Minha Casa, que abre o disco homônimo, é dedicada aos filhos
Vitória e Manuel. Ê Boi, além de
oferecida a dois velhos amigos de São Luís, de onde saiu há 10 anos, insere
trecho do consagrado Poema Sujo, do
também maranhense Ferreira Gullar. A lembrança de um poema de amor lido por
personagem no filme Hannah e Suas Irmãs,
de Woody Allen, foi o ponto de partida para criar a canção Nalgum Lugar. O cinema ainda se faz presente com a homenagem a
(atriz e ecologista) Brigitte Bardot,
saudoso choro-canção. E ao mundo fashion
ele destina Balada Para Giorgio Armani,
usando o universo da moda como metáfora para falar dessa “desreferenciação” da
vida humana no mundo de hoje.
Baleiro observa que há espaço para essa canção de
afeto, porque – em tempos de globalização – as pessoas estão cada vez mais
carentes de ternura e delicadeza. Brincalhão, ele libera a frase ousada (porém
verdadeira), seguida de uma gaitada: “as músicas do show já fazem parte da vida
das pessoas e isso me deixa muito feliz; me sinto assim um Roberto Carlos
contemporâneo”.
Despojadas, e despidas de maquiagem eletrônica e
apelo rítmico, as músicas de Líricas
seguem três vertentes principais:
·
a textura folk-blues do bloco de canções que associam a
mítica da estrada (“da viagem-sempre, eterna, sem paradeiro”) com a busca de
autoconhecimento e a resolução da dicotomia entre poesia & grana (“a alma é
o segredo do negócio; nas minhas canções há sempre uma vitória do amor e da
farra dionisíaca sobre o pragmatismo”).
Desse
bloco fazem parte One More Cup of Coffee
(Valley Below), do disco Desire
(1976), de Bob Dylan; Minha Casa, Blues do Elevador, Babylon, a pungente Você Só
Pensa em Grana (que a platéia comovida aplaude no intermezzo e no capo),
todas de sua autoria, e Quase Nada,
parceria com a poeta paranaense Alice Ruiz, viúva de Paulo Leminski; Filosofia, de Noel Rosa; e Mother, de John Lennon, onde Rogério
Delayon alça alto vôo no solo de bandolim.
·
as canções de rádio, com letras apaixonadas, que levam o
público a cantar em uníssono (Proibida
Pra Mim, dos cinco integrantes do grupo Charlie Brown Jr.; Comigo, Bandeira, Meu Amor Meu Bem Me Ame, Flor da Pele, Dodói e Lenha, todas de sua autoria; Tem Que Acontecer, que emenda com trecho
incidental de Eu Quero é Botar Meu Bloco
na Rua, ambas de Sérgio Sampaio; e Nalgum
Lugar, poema do norte-americano e. e. cummings, traduzido para o Português
por Augusto de Campos e musicado por Zeca Baleiro, corajosamente interpretada à
capela.
·
E o formato samba-choro de Banguela, na qual se destaca novamente o bandolim de Delayon e a
participação especial da platéia (com palmas rítmicas), e do Samba do Approach, onde um comediante
Baleiro conduz em Inglês macarrônico (“now only the girls”, “come on, boys,
more strong, more strong! (sic)”) o
momento mais histriônico do espetáculo e o cantar-junto da platéia.
Esta, por
sua vez, dá um show coletivo, fazendo reverberar no teatro os chiados do dígrafo consonantal ‘ch’,
dos termos em inglês e francês (brunch,
approach, slash, trash e riche) inseridos na letra.
No show ainda há espaço para a estética regionalista,
mas aberta para o mundo, de Bienal e Heavy Metal do Senhor (ambas de Zeca
Baleiro) e da animada TV a Cabo (do
pernambucano Otto, que o público adora, marcando o ritmo com palmas), além de
um bolero com letra erótica escrita por poeta francês do século XVI, cuja vida
consagrou a “escrever sacanagens”.
Antes de apresentar esta última, Zeca aproveita para
anunciar um futuro trabalho, com título já definido (Se Deus é Pornô, Quem Será Contra?), gracejando com a platéia,
charmoso: “não sei se será já o próximo disco, preciso adquirir mais vivência
no assunto”. As meninas deliram.
Juba multicolorida (coerente com o verso “ela achou o
meu cabelo engraçado”, que abre Proibida
Pra Mim), Zeca Baleiro adentra ao palco – adornado por velas acesas
fincadas em castiçais, pesadas cadeiras em estilo neoclássico e criados-mudos
onde pousam canecas e instrumentos de percussão – de coturno, óculos escuros,
calça preta em tecido brilhoso e camisa comprida de linho claro com golas
grandes, coberta por uma blusa bordada em rede, decorada com girassóis, ao som
da levada rocker de Filosofia. O inusitado arranjo
praticamente aposenta o tema de Noel como samba, tamanha a quebra do paradigma.
Indumentária mais clubber e atitude
mais tropicalista, impossível.
Além de Delayon (violões, bandolim e baixolão), os
outros dois multiinstrumentistas prestidigitadores – escolhidos a dedo (sem
trocadilhos) por Baleiro, que também se revela ritmista desenvolto, executando
pandeiro, ganzá e caxixi – dão espetáculo à parte: Lui Coimbra, revezando-se no
contrabaixo acústico, charango e percussões; e Tuco Marcondes, que arrasa ao
acariciar uma slide guitar e beijar
uma gaita na seqüência de Quase Nada e
Blues do Elevador (nesta, o vocal de
Zeca também abafa).
O rock-cordel Heavy
Metal do Senhor encerra o espetáculo, com os quatro voltando a usar óculos
escuros. Baleiro finalmente se desprega da cadeira, assumindo postura roqueira
na digitação rasgada do violão, e caindo de joelhos na boca do palco, para o
delírio de todos, que já aplaudiam a performance
de pé.
Para terminar, ficam duas sugestões: a inclusão, no
repertório do show, das belíssimas Maldição,
do disco Vô imbolá, e Balada Para Giorgio Armani e Brigitte Bardot, do disco novo – as três
condizentes com a estética de Líricas.
E a gravação do show em CD, video ou DVD. Melhor os três. Tá me ouvindo, Zeca?
Luciano Sá é jornalista e
compositor.
Email: lucsah@bol.com.br
(*) O espetáculo
"Líricas", de Zeca Baleiro, foi apresentado no teatro do Centro
de Convenções, em Fortaleza, em 08 e 09 de dezembro de 2000.
Página da Música de junho
Zé Geraldo roda o
Brasil com seu canto
Entrevista com Ney
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recentes criações em SP
Altamiro Carrilho dá seu
recado aos músicos brasileiros
Bibi Ferreira, 60
anos de palco
Caetano Veloso faz
estréia nacional de "Noites do Norte"
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Onde a MPB acontece
RENATO MOTHA VENCE EM TATUÍ
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Quinta-feira, 31 de maio de 2001 - 19h53 |
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Prêmio vai para Varella, Magaldi, Tom Zé e Mãe Stella São
Paulo
- Os
vencedores do Prêmio Multicultural Estadão 2001 são o médico cancerologista e
escritor DrauzioVarella, o acadêmico e crítico teatral Sábato Magaldi e o
músico Tom Zé, na categoria Criadores, e a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, na
categoria Fomentadores. A apuração foi realizada hoje sede do Estado
com auditoria da Arthur Andersen. Foram 3.707
votos que vieram de todo o Brasil por meio da participação do Colégio
Eleitoral que reúne 6 mil profissionais da cultura. Segundo o regulamento do
prêmio, todos os eleitos serão agraciados com uma obra criada especialmente
pelo artista plástico gaúcho Felix Bressan. Porém, os criadores escolhidos,
além da obra, recebem a quantia de R$ 30 mil de estímulo à continuidade de
seus trabalhos. Drauzio
Varella é ideólogo e praticante de uma medicina social e atua com veemência
nos mais diversos meios de comunicação. Desenvolve, desde 1989, trabalho
voluntário na Casa de Detenção. A vivência dentro do maior presídio do País
valeu-lhe de inspiração para a escrita de Estação Carandiru, livro
ganhador do Prêmio Jabuti. Sábato
Magaldi é a memória viva e crítica das artes cênicas no Brasil e no exterior.
Um dos imortais da Academia Brasileira de Letras, Magaldi é autor de obras
fundamentais para a reflexão do teatro nacional. Panorama do Teatro
Brasileiro, Moderna Dramaturgia Brasileira, Crônicas da Vida Teatral são
alguns dos títulos. Tom Zé é o
exemplo máximo da inventividade e do experimentalismo na música popular.
Egresso de tropicalismo (movimento do qual ele foi um dos principais
articuladores), o baiano de Irará amargou cerca de duas décadas de quase
ostracismo, até ser descoberto pela vanguarda nova-iorquina nos anos 90. Como
de costume, seu mais recente álbum, Jogos de Armar, é um primor
inventivo. A conterrânea
de Tom Zé, Mãe Stella de Oxóssi, é responsável pelo terreiro Ilê Axé Opô
Afonjá, fundado em 1910 e transformado em Patrimônio Histórico Nacional. A
instituição religiosa situa-se no bairro de São Gonçalo do Retiro, em
Salvador, e abriga uma escola de ensino básico que atende a 300 crianças da
comunidade. Entre outras especificidades, a cultura africana faz parte do
currículo obrigatório. O terreiro desenvolve também, em parceria com o Unicef
e a Comunidade Solidária, programas profissionalizantes e culturais para 150
adolescentes. A festa da
5.ª edição da premiação será realizada no dia 11 de julho no Sesc Pompéia. Rodrigo Carneiro |
"7 DIAS EM 2000"
Plano Real ou
Milagre Econômico II - O Retorno
"Deus
fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo"
O dramaturgo Jair Alves, insistindo no seu propósito de
fazer um teatro em sintonia com a realidade dos dias atuais, dirige sua peça 7
Dias em 2000, escolhida como o melhor texto no Prêmio Vladimir Herzog de
Anistia e Direitos Humanos, no ano passado. A estréia será no dia 20 de
junho, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. O diretor integrou na
concepção cênica uma exposição de instantâneos, da fotógrafa Iolanda Huzak,
cujo tema é Menina Mulher.
A estória de 7 Dias em 2000 gira em torno de
uma família de classe média, onde o protagonista, um jornalista em vias de se
aposentar, se vê envolvido num caso de polícia. Ele e sua mulher se desdobram
para protegerem a neta, uma pré-adolescente que traz para dentro da cena grande
parte dos transtornos financeiros que os pais enfrentam e, por amostragem, toda
classe média brasileira. Esta é a porta de entrada para a comédia de erros,
onde se desenvolve a peça.
O texto aproveita para discutir em cena os desacertos do
segundo milagre econômico a que foi submetida à família brasileira ( o Plano
Real ). As comparações entre o regime militar dos anos 70 e os dias atuais são
reveladas na ação da peça, que transcorre no período exato de uma semana. O
personagem adolescente é o contraponto e a antagonista da trama. As fotos de
Iolanda Huzak mostram um Brasil em preto e branco, sem retoques, onde a parte
fraca da sociedade sofre no corpo os efeitos desses milagres. "A
exposição procura chamar a atenção para o grave problema das crianças que têm o
seu futuro comprometido quando precisam trocar a brincadeira e o estudo pelo
trabalho", diz a fotógrafa. Desses contrastes, Jair Alves pretende
extrair a poesia, tão necessária para a sociedade brasileira refletir e
sobreviver.
Não é a primeira vez que o dramaturgo Jair Alves e a
fotógrafa Iolanda Huzak trabalham juntos. Em 1978, quando ele, como ator,
protagonizou A Missa do Vaqueiro, ela registrou todo o espetáculo (foto
abaixo).
Jair
Alves é dramaturgo ator e diretor. Em
1979, criou a Cooperativa Paulista de Teatro, entidade que presidiu durante
sete (7) anos, quando esta era o principal centro de renovação cênica na cidade
de São Paulo. No ano passado, em outubro, coordenou e dirigiu um grupo de
atores e diretores profissionais no evento 25 Vezes Vladimir, no teatro
Ruth Escobar, por ocasião do vigésimo quinto aniversário da morte do jornalista
Vladimir Herzog.
Serviço:
7 Dias em 2000, de Jair Alves
Gênero: Teatro Adulto - Comédia
Elenco: Javert Monteiro, Beatriz Campos e Theodora Ribeiro
Direção: Jair Alves
Estréia: 20 de Junho de 2001
Local: Teatro Ruth Escobar - Rua dos Ingleses, 209 - São Paulo (SP).
Apoio: Sindicato dos Jornalistas
e OAB-SP
Assessora de Imprensa: Suely Pinheiro - MTb 14.262
Mais informações, pelo telefone (0xx11) 3101-2189 ou
e-mail suely.pinheiro@uol.com.br
CENTRO
CULTURAL BANCO DO NORDESTE
PROGRAMA VIVA A PLÁSTICA
EXPOSIÇÃO TAMBÉM DISPONÍVEL NA
INTERNET
em: www.banconordeste.gov.br/cultura/default.htm
CENTRO CULTURAL
BANCO DO NORDESTE
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro
Fortaleza – Ceará – CEP: 60025-131
Fone (85)
488.4100 – Fax (85) 488.4111
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Notícias de
Samba & Choro |
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1. (RJ)
Cláudio Jorge lança seu disco nesta segunda no Rival
Por Paulo Eduardo Neves
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Se você não conhece, está perdendo. Cláudio Jorge é mais conhecido como um
dos melhores violonistas de samba. Está lançando agora o "Coisa de
Chefe", seu segundo disco (e primeiro CD), onde mostra seus menos
conhecidas faces de compositor, cantor e produtor. O show vai realizar a
façanha de reunir boa parte da turma que participa do CD, nada menos do que
Wilson das Neves, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila e Toque de Prima. |
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2. (RJ)
Rio de Janeiro ganha nesta sexta seu Clube do Choro
Por Paulo Eduardo Neves
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Numa casa de 148 anos, onde já tocou Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth,
será aberto o Clube do Choro do Rio de Janeiro. À frente do projeto, que já
conta com registro e estatutos, estão o violonista Sérgio de Pinna, o
pesquisador Ary Vasconcellos, Antonio Lima (conhecido como Toinho, é o
presidente) e José Alvarenga. A turma é ambiciosa, quer transformar o
recém-reformado local em um conservatório de música, com não apenas show e
rodas, mas biblioteca, palestras e cursos. |
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3. (RJ)
Peça musical sobre Clara Nunes estréia no CCBB
Por Paulo Eduardo Neves
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O musical "Clara Nunes - Brasil Mestiço" homenageia uma das
maiores cantoras brasileiras quase 20 após sua passagem. São ao todo 29
canções do repertório de Clara que são interpretadas pelos autores. São
músicas de Ataulfo Alves, João Bosco, Candeia, Chico Buarque, Luiz Gonzaga,
Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Cartola e Paulo Cesar Pinheiro, entre
outros. Se a história ou a interpretação são boas, isto eu não tenho como
dizer, mas a parte musical está garantidíssima pelos músicos que tocam
durante o espetáculo: Luiz Flávio Acofra e Jaime Vignolli, do grupo Água de
Moringa e Celsinho Silva, do Nó em Pingo d'Água. |
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4. (SP)
Quinteto em Branco e Preto neste sábado
Por Paulo Eduardo Neves
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Neste sábado (2), a partir das 18h, o Quinteto em Branco e Preto se apresenta na feijoada do " Boutequim Choperia". Endereço é Av. Robert Kennedy, 6670, Bairro Interlagos, Tel. 5667 5588 . Ingressos a R$10 para homens e R$8 para mulheres. Estacionamento com manobrista. |
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5. (RJ)
Roda de samba e choro com feijoada sábado na Lapa
Por Paulo Eduardo Neves
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A partir das 15h neste sábado (2) o grupo Samba e Choro sem Colarinho anima a roda no Restaurante Salsa & Cebolinha. O grupo é formado por Sami no violão, Fábio no violão, Ary no cavaco, Cidinho no pandeiro e flauta e Guto no surdo. O endereço é Rua Gomes Freire, 517, Lapa. |
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6. (RJ)
Samba da Mauro Duarte homenageia João Nogueira
Por Paulo Eduardo Neves
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Como todo primeiro sábado do mês, este terá a roda de samba da Praça Mauro Duarte. A roda será motivo para celebrar quatro datas, um ano de falecimento de João Nogueira, e três aniversários, o do próprio Mauro, que faria 71 anos nesta data, Walter Alfaiate, que faz dia 7, e Cabelinho da Portela, no dia 4. Presenças confirmadas : Ângela Nogueira, Presidente do Clube do Samba e esposa de João Nogueira, Diogo Nogueira, cantor e filho do João, Walter Alfaiate, Cabelinho, Márcia Duarte e a " autoridade " Xangô da Mangueira. A roda está marcada para as 18h. |
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7. (RJ)
Aldir Blanc e Moacyr Luz de graça sexta no Museu da República
Por Paulo Eduardo Neves
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Comemorando os dois anos dos "talk-shows" República do Samba,
Moacyr Luz e Aldir Blanc se apresentarão de graça nesta sexta (1) às
19h no Espaço Multimídia do Museu da República. De acordo com a divulgação,
estão convidados Dudu Nobre, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Paulinho da Viola,
Miltinho, Alcione, Roda de Saia, D. Ivone Lara, Velha Guarda do Império
Serrano, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Sombrinha, Almir Guineto, Elza Soares,
Seu Jair do Cavaquinho, Compositores do Buraco do Galo, Nelson Sargento e
muitos outros. |
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8. (RJ)
Beto Caratori sexta no Clube Militar
Por Paulo Eduardo Neves
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Beto Caratori se apresenta nesta sexta (1) no Clube Militar Lagoa, das 19h às 23h.. Toda a primeira sexta-feira de cada mês, o cantor comanda um sarau dançante com convidados. Neste, é esperada a presença do trompetista Alberico Moura e da cantora Claudia Lima. No roteiro, músicas de Nelson Cavaquinho, Cartola, Noel Rosa, Candeia, entre outros. Acompanhando-o estarão Homero Ferreira (violão), Aílton Santanna (cavaquinho) e Augusto Santanna (percussão). A entrada é franca. O endereço é: Rua Jardim Botânico, 391, Jd. Botânico (537-7140). |
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9. (RJ)
Zé Paulo Becker nesta sexta em Santa Teresa
Por Paulo Eduardo Neves
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O violonista Zé Paulo Becker, integrante do Trio Madeira Brasil, apresenta as músicas de seu ótimo disco "Lendas Brasileiras" nesta sexta (1) no Arte Sumária em Santa Teresa. Começa às 21h, ingressos a R$10. Rua Teresina, 12 - Santa Teresa - tel: 253 4899, é bom reservar antes. |
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10. (DF)
Sérgio Duboc e Vicente Sá apresentam seus sambas na ASSEFE
Por Paulo Eduardo Neves
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Nesta sexta (1) às 22h, Sérgio Duboc - integrante do Grupo Liga Tripa - estará apresentando seus sambas, muitos ainda inéditos, ao lado do seu parceiro, o poeta e letrista Vicente Sá. O show vai acontecer na ASSEFE - Associação dos Servidores do Senado Federal - Setor de Clubes Sul - ingressos antecipados podem ser adquiridos através do telefone 244 7859 com Marly. Sérgio e Vicente serão acompanhados por Fino na percussão, Carrapa no cavaquinho e Toninho Alves na flauta. Uma amostra de sua obra, o samba "Bem Devagar", está no último cd da cantora Célia Porto e ainda, Sérgio Duboc está em fase de finalização de seu 1º cd somente com sambas inéditos. O show contará com a participação especial do baterista Leander Motta, professor de música, percussionista e integrante do grupo Dois de Ouro. |
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11. (RJ)
Velha Guarda da Mangueira recebe Wilson Moreira neste sábado
Por Paulo Eduardo Neves
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Está difícil, vamos ver se desta vez consigo anunciar esta roda sem
cometer erros. A Velha Guarda da Mangueira receberá o grande Wilson Moreira
em sua roda dos sábados à tarde no Barracão da Mangueira
na Praça Onze. |
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12. (RJ)
Ney Matogrosso com show Batuque no -- argh! -- ATL Hall
Por Paulo Eduardo Neves
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Prepare seu telescópio. No tenebroso ATL Hall, Ney Matogrosso apresenta o
show de seu elogiadíssimo disco "Batuque", onde interpreta sambas
das décadas de 10 a 40. Acompanhando-o vem uma banda repleta de chorões e
sambistas de primeira: Rogério (Nó em Pingo D'Água), violão de seis; Marcelo
Gonçalves (Madeira Brasil), violão de sete; Ronaldo (Época de Ouro e Madeira
Brasil), bandolim; Jorge Helder, contabaixo e cavaquinho; Oscar Bolão,
bateria e percussão; Zero, percussão; Trambique, percussão; Dirceu Leite,
sax- tenor, flauta e clarinete; e Zé Nogueira, sax-soprano. No repertório,
sambas e choros antológicos como Adeus baucada, Urubu malandro, Beija-me,
Samba rasgado, Vatapá, entre outros. Tem até um instrumental: 1x0, do
Pixinguinha. |
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13. (RJ)
Wilson Moreira, Monarco e feijoada neste domingo no Lagoinha
Por Eugênia Rodrigues
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Nossa, difícil imaginar programa mais legal: Wilson Moreira e Monarco
comandando uma roda de samba no alto de Santa Teresa, em meio a muito verde e
aquela fei-jo-a-da... |
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14. (SP)
Rua do Choro sábado em novo horário
Por Roberta Cunha Valente
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Mais uma mudança de horário. Agora a Rua começa às 14 horas. Neste sábado,
o contrabaixista Luiz Chaves, ex-Zimbo Trio, o cavaquinista Toninho Galani e
o Bando de Macambira. |
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15. (RJ)
Surica amanhã no Casarão Cultural dos Arcos
Por Eugênia Rodrigues
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Amanhã, dia 2/6, a maravilhosa Surica estará se apresentando novamente no Casarão Cultural dos Arcos. O show começa às 22 horas, custa R$ 10,00 e não há consumação mínima. O Casarão fica na Av. Mem de Sá, 23, Lapa, tel. 34735935. |
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16. Pedro
Paulo Malta escreve sobre cabo Laurindo e Wilson Batista
Por Paulo Eduardo Neves
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O cabo Laurindo foi personagem de diversas sambas de primeira qualidade. Só o Wilson Batista o utilizou em pelo menos três de seus sambas. Nosso amigo Pedro Paulo Malta escreve sobre isto e sobre o genial Wilson Batista em sua última coluna. Dica: se você custar muito para ler isto, pode ser que a coluna tenha sido atualizada, procure então na coluna à direita pela de título "Laurindo e outras histórias". |
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17. (SP)
Thobias da Vai-Vai inaugura a feijoada do Rose´s Gourmet Grill
Por Eugênia Rodrigues
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Amanhã, dia 2, o Thobias da Vai-Vai estará inaugurando a roda de samba com
feijoada do novíssimo Rose´s Gourmet Grill. Ele prestigiará a Banda Magia,
que o acompanha, e que estará no restaurante todos os sábados. A apresentação
se dará a partir das 12 horas e a feijoada self-service, a R$ 14,90, é
servida das 11 às 17 horas. |
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18. (SP)
Nicanor Teixeira no Instrumental Sesc Brasil
Por Fernando José Szegeri
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O grande Nicanor Teixeira finalmente abrilhantará este que há tempos é o
principal espaço da música instrumental brasileira em São Paulo. Violonista,
compositor e pesquisador, somente agora aos 71 anos o mestre tem um disco inteiramente
dedicado ao registro de sua obra, interpretada por alguns dos maiores
instrumentistas brasileiro como Guinga, Turíbio Santos, Egberto Gismonti,
Afonso Machado e Luiz Otávio Braga, além do próprio Nicanor, que pra nossa
sorte ainda está em plena forma. No espetáculo, ele estará acompanhado do
próprio Turíbio Santos, do grande Paulão 7 Cordas e das também violonistas
Vera Andrade e Maria Haro. |
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19. Seleção de comentários dos leitores da Agenda
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Abaixo é uma seleção dos comentários mais interessantes feitos sobre as
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SESC
POMPÉIA
APRESENTA
NO PROJETO PRATA DA CASA
GLAUCO LOURENÇO
NO SHOW
CURARE
VOZ E DIREÇÃO MUSICAL GLAUCO LOURENÇO
VIOLÕES E GUITARRA DUDU CARIBÉ
BAIXO BRUNO MIGLIARI
BATERIA E PERCUSSÃO EDUARDO SZAJNBRUM
ENTRADA
FRANCA
SESC POMPÉIA
RUA CLÉLIA 93 - POMPÉIA
SÃO PAULO
DIA 12 DE
JUNHO DE 2001
TERÇA - 21:00 HORAS
PROGRAMA
CURARE GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
ABALO SÍSMICO GLAUCO LOURENÇO
E MATHILDA KÓVAK
CARNEIRINHOS GLAUCO LOURENÇO
BEBE CHUVA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
BOI GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
REPOLHO ROXO GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
VESGA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
TRAVESSEIRO GLAUCO LOURENÇO
E MATHILDA KÓVAK
AUTOMÁTICO GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
LOTERIA DE
DEUS GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
TV QUE NINGUÉM
VÊ GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
SONHO EMBORA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
DRAGÕES GLAUCO LOURENÇO
ALMA GÊMEA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
HASTA LA VISTA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
CANTOR E COMPOSITOR, GLAUCO LOURENÇO,
PREPARA SEU PRIMEIRO CD, "CURARE". HÍBRIDO DO JAZZ E DA MÚSICA
POPULAR BRASILEIRA, SEU ESTILO TAMBÉM SOFREU INFLUÊNCIA DOS MUSICAIS DA
BROADWAY.
"GLAUCO É UM DOS MEUS MAIS IMPORTANTES PARCEIROS. ADMIRO E ME
IDENTIFICO MUITO COM SUA FORMA DE COMPOR E CANTAR E ME IMPRESSIONO COM A
CONSISTÊNCIA DE SEU PRIMEIRO TRABALHO. NOSSAS MÚSICAS FAZEM PARTE DO MEU REPERTÓRIO
PESSOAL, EM DISCO E SHOW" -
DIZ SUELY MESQUITA.
GLAUCO LOURENÇO COMPÕE HÁ CINCO ANOS E CANTA HÁ DEZ. JÁ APRESENTOU ESTE
SHOW NO MISTURA FINA E NO TEATRO CAFÉ PEQUENO, NO RIO DE JANEIRO.
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por confirmar seu cadastro em nossa mala direta. Você faz parte de um grupo
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SESC
POMPÉIA
APRESENTA
NO PROJETO PRATA DA CASA
GLAUCO LOURENÇO
NO SHOW
CURARE
VOZ E DIREÇÃO MUSICAL GLAUCO LOURENÇO
VIOLÕES E GUITARRA DUDU CARIBÉ
BAIXO BRUNO MIGLIARI
BATERIA E PERCUSSÃO EDUARDO SZAJNBRUM
ENTRADA
FRANCA
SESC POMPÉIA
RUA CLÉLIA 93 - POMPÉIA
SÃO PAULO
DIA 12 DE
JUNHO DE 2001
TERÇA - 21:00 HORAS
PROGRAMA
CURARE GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
ABALO SÍSMICO GLAUCO LOURENÇO
E MATHILDA KÓVAK
CARNEIRINHOS GLAUCO LOURENÇO
BEBE CHUVA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
BOI GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
REPOLHO ROXO GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
VESGA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
TRAVESSEIRO GLAUCO LOURENÇO
E MATHILDA KÓVAK
AUTOMÁTICO GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
LOTERIA DE
DEUS GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
TV QUE NINGUÉM
VÊ GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
SONHO EMBORA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
DRAGÕES GLAUCO LOURENÇO
ALMA GÊMEA GLAUCO LOURENÇO
E SUELY MESQUITA
HASTA LA
VISTA GLAUCO LOURENÇO E SUELY MESQUITA
CANTOR E COMPOSITOR, GLAUCO LOURENÇO,
PREPARA SEU PRIMEIRO CD, "CURARE". HÍBRIDO DO JAZZ E DA MÚSICA
POPULAR BRASILEIRA, SEU ESTILO TAMBÉM SOFREU INFLUÊNCIA DOS MUSICAIS DA
BROADWAY.
"GLAUCO É UM DOS MEUS MAIS IMPORTANTES PARCEIROS. ADMIRO E ME
IDENTIFICO MUITO COM SUA FORMA DE COMPOR E CANTAR E ME IMPRESSIONO COM A
CONSISTÊNCIA DE SEU PRIMEIRO TRABALHO. NOSSAS MÚSICAS FAZEM PARTE DO MEU REPERTÓRIO
PESSOAL, EM DISCO E SHOW" -
DIZ SUELY MESQUITA.
GLAUCO LOURENÇO COMPÕE HÁ CINCO ANOS E CANTA HÁ DEZ. JÁ APRESENTOU ESTE
SHOW NO MISTURA FINA E NO TEATRO CAFÉ PEQUENO, NO RIO DE JANEIRO.
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DISCOLADA
catálogo de discos e livros especiais
Nosso objetivo principal é
oferecer cultura contemporânea desvinculada de qualquer intermediário,
valorizando e divulgando o artista que acreditou e bancou a sua obra.
A Discolada chega ao
mercado sem nenhuma relação comercial com a mídia, os selos , as gravadoras, e
o mercado em geral.
Especializada
em discos e livros “descolados”, a Discolada reúne a produção de artistas fora do
circuito das grandes editoras/distribuidoras, gravadoras e selos de
distribuição restrita. Os músicos e produtores Jo de Souza e Tuco Freire da
Trigrama Editora e a produtora e programadora cultural Lúcia Rodrigues, da
Dois LL Produções, garantem que o acervo é praticamente exclusivo.
"Garimpado, nosso
pequeno catálogo traz obras que
acreditamos ser culturalmente
importantes, e pretendemos colocar nossos produtos a um preço
"realista" em pontos de segmentos variados, além das lojas
de CDs e livrarias".
Os produtos da DISCOLADA poderão ser adquiridos em
vários pontos de venda e também através do site: www.discolada.com.br.
A Novidade estará nos displays
itinerantes que estarão à venda no circuito cultural da cidade.
O lançamento oficial da Discolada será dia 24 de Junho na
“PRIMEIRA FEIRA DE CDS DE RUA DA VILA MADALENA”.
Serviço
DISCOLADA - Vendas
por telefone (0 xx 11) 3661-6365
Direto na internet pelo site www.discolada.com.br Informações
também pelo
e.mail discolada@discolada.com.br
Atendimento à Imprensa-
Lucia Rodrigues (11) 9271 5125
doisll@terra.com.br
Jo e Tuco (11)
96887196 joetuco@joetuco.com.br
O cantor e compositor Maurício Pereira
volta ao Supremo Musical,
toda quinta
de junho,
cantando
clássicos do nosso pop,
no show q
deu origem ao meu terceiro disco,
que ainda não
tem nome,
mas que sai
em setembro/outubro,
pela Lua Discos.
A banda é a mesma (graças a Deus...): Carneiro
Sândalo (bateria), Reinaldo Xulapa (baixo), Daniel Szafran (piano), Luizinho
Waack (guitarra) e Claudio Faria (trumpete).
O repertório é o mesmo, com pequenas novidades
que vieram do clamor popular do ano passado:
ou seja,
além dos mestres Erasmo e Roberto, Don Beto, Dafé, Stones, Lamartine, entre
outros,
desta vez
também vou cantar Dalto, Tim Maia e Raul, finalmente...
E em cada quinta tem um convidado, como sempre,
só que desta
vez Maurício chamou uma galera nova pra dar canja.
Nesta quinta é a Rita Monteiro, cantora daqui de
SP, que tá lançando seu primeiro cd solo no segundo semestre.
Depois tem Miriam Maria, Jô e Tuco e Zé
Guilherme, certo?
Apareçam por lá, toda quinta,
sempre às 22
(aproximadamente...)
té + e 1 beijão
Mauricio
MAURICIO PEREIRA, BANDÃO E CONVIDADOS NO SUPREMO
MUSICAL
todas as
quintas;
22 horas
R$ 10
o Supremo é
na rua Oscar Freire, 1000 (esquina com a Consolação)
RESERVAS:
3062-0950
ou via
internet:
http://www.doisll.hpg.com.br
Novo disco de EDNARDO-Única Pessoa
Repercute na Mídia
Trechos condensados de matérias publicadas de
Janeiro à Maio 2001 - © dos veículos - Tribuna da Imprensa (RJ), Folha de São
Paulo (SP), Usina do Som (SP), O Norte (PB), O Estado de São Paulo (SP), O
Popular (GO), Clique Music (RJ), O Povo (CE), Diário do Nordeste (CE).
Jornalistas - Mônica Loureiro
(RJ), Pedro Alexandre Sanches (SP), Sérgio Barbo (SP), Ricardo Anisio (PB),
Janaina Rocha (SP), Edson Wander (GO), Rodrigo Faour (RJ), Silvio Essinger
(RJ), Luciano Almeida Filho (CE), Roberto Vieira (CE).
Para ler na íntegra
clique no item Matérias Jornalísticas no site http://www.gd.com.br/ednardo ou acesse o site de cada
veículo.
TRIBUNA DA
IMPRENSA - Caderno BIS - Rio de Janeiro, quarta-feira, 16 de maio de
2001
As várias formas de se
falar (bem) de amor - Ednardo "Única Pessoa" /Cotação: Muito bom
Depois
de uma década longe dos estúdios, Ednardo lança 'Única Pessoa'. ... Quando se
fala em Ednardo, a associação é imediata ao estrondoso sucesso de "Pavão
Mysteriozo" na década 70. O que muitos desconhecem é que o cantor e
compositor tem mais de 250 músicas gravadas e que, mesmo sem lançar discos há
10 anos - o último foi "Rubi" em 91 - nunca parou de fazer shows pelo
país. "Nesse tempo, as gravadoras têm jogado no mercado muitas compilações
e regravações de minhas músicas. A BMG - antiga RCA - vai comemorar 100 anos de
existência no Brasil e relançar o 'Pavão' na íntegra ainda em 2001,"
adianta Ednardo.
O
cearense volta agora aos discos com 'Única Pessoa' (GPA/Ouver Records). "É
um projeto que estava pronto há dois anos". Ele lembra que por toda sua
carreira trabalhou também com músicas de outros compositores. "No primeiro
disco, tinha Fagner, Humberto Teixeira; no segundo, lancei Fausto Nilo, Petrúcio
Maia...". O novo CD tem essa diversidade de compositores, mas Ednardo
destaca que nada está jogado ao léu - há um roteiro cuidadosamente elaborado.
São composições de brasileiros de "Norte a Sul". ... (Rogério
Soares, Clésio Ferreira, Augusto Pontes, Nilson Chaves, Jamil Damous, Bebeto
Alves, Totonho Villeroy, Milton Nascimento, Fernando Brant, Chico Buarque,
Antonio Cícero, Orlando Moraes, Maria Tereza Lara, Lauro Maia, Humberto
Teixeira, Javier Di Mar Y Abá, Régis Soares, Chico Pio, Neudo, Ednardo, Chico
César).
Ednardo
integra a geração de artistas cearenses conhecida como "Pessoal do
Ceará". Ele é cuidadoso ao responder se alguma vez se sentiu injustiçado:
" Não quero me colocar num bloco de injustiçados, faço shows lotados por
todo o Brasil até para 50 mil pessoas. Isso responde melhor a defasagem entre o
que o público dá de resposta ao meu trabalho e o espaço que tenho na mídia e
nas gravadoras. Falando em termos gerais: a música brasileira vai muito bem, a
maneira de divulgá-la é que vai mal" ...
Ednardo
apresenta um disco de intérprete, pinçando compositores de várias partes ... (cearenses,
piauienses, paraenses, mineiros, cariocas, riograndenses, goianos, paraibanos,
cubanos...). Cada faixa é tranformada em uma agradável descoberta
de novos talentos, ou na rememoração de alguns que andavam meio afastados. ...
Tem duas regravações de nomes bastante reconhecidos: Futuros Amantes (Chico
Buarque) e Fruta Boa (Milton e Brant) onde a voz de Ednardo parece deslizar
pelas cordas dos violões. Aliás, ele consegue conjugar uma voz assentada e
melíflua ao interpretar os diferentes e cuidadosos versos de amor presentes no
disco. O CD abre com Folia ou Pressa (Clésio Ferreira/Augusto Pontes) onde o
arranjo delicado inclui zabumba e triangulo. Pedra da Lua (Rogério Soares) muda
o tom com cítaras e violões; Sinal dos Tempos (Bebeto Alves e Totonho Villeroy)
tem a participação do conterrâneo Belchior. Ednardo também investe em
diferentes ritmos cantando bolero em Noche de Ronda (Maria Tereza Lara)) e
tango em Poema Imortal (Lauro Maia e Humberto Teixeira). Um gosto tropical
tempera os versos de "Ave de Arribação"- 'Represa do açude dos
desejos/Que a estiagem dos teus beijos/Faz secar de solidão' - que abre caminho
para a sentida Universo em Mim (Regis Soares e Chico Pio e Neudo). A última
faixa é a única de autoria de Ednardo em parceria com Chico César - e trazem
arranjos que remetem bastante à Pavão Mysteriozo. .... Agora é torcer para que
Ednardo volte a gravar com regularidade, resgatando assim seu espaço mais do
que merecido no mercado fonográfico. (MÔNICA LOUREIRO)
FOLHA DE SÃO
PAULO - Folha Ilustrada - São Paulo, terça-feira, 03 de abril de 2001
Ednardo reaparece após
11 anos sem disco - "Única Pessoa" /Cotação: Bom
Ednardo
- que se celebrizou nacionalmente em 1976, com a inclusão de "Pavão
Mysteriozo" na novela "Saramandaia" - está de volta para encenar
o "lado B" de sua agreste geração. "Estar sumido é uma questão
de mídia, tenho trabalhado o tempo todo. Não deixei de fazer música para virar
empresário ou me aliar à políticos" ... Surgido no bojo do que se chamou
"Pessoal do Ceará" -com Fagner e Belchior-, Ednardo, quebra o
silêncio com o disco "Única Pessoa", lançado pela nova gravadora
Ouver.
Nele,
foge ao formato que serviu para avivar nos últimos anos as carreiras de seus
pares - regravações de sucessos, acústicos, CDs ao vivo - e canta autores pouco
difundidos que foi conhecendo em excursões Brasil afora. ... Justifica a opção,
falando da rota diversa dos outros nordestinos, que lançaram CDs revisionistas
e até se uniram num "Grande Encontro": "Faltei a essa reunião
porque não queria fazer discos repetidos. Para fazer isso, é só a gravadora
fazer compilação. ... Tenho uma quantidade razoável de músicas inéditas, que
não vou guardando no baú, não. Vou cantando em shows, tenho quatro discos
preparados"...
Autor
de ativismo importante na MPB dos anos 70, Ednardo passou tempo demais
desaparecido, e é expressivo que volte com um CD batizado "Única
Pessoa", que tem apenas uma canção escrita de punho próprio. A
faixa-título é uma parceria com um de seus sucessores no imaginário da música
nordestina não-baiana, Chico César. As demais dão destaque a compositores do
Pará ao Rio Grande do Sul, quase sempre mais novos que ele... Abre mão do
regionalismo cearense - um dos lastros que mais o marcaram, entre obras-primas
como "Ingazeiras" (73), "Pavão Mysteriozo" (74), "A
Palo Seco" (74, com Belchior) e "Artigo 26" (76) - e, mais
ainda, da veia autoral forte que o caracterizou. "Única Pessoa" fica
mais impactante por isso. O autor da cáustica "Abertura" (76) rejeita
com veemência artifícios mercadológicos que revitalizaram (mas nem sempre)
outras carreiras. ... O que faz diferente? Rejeita as regravações de seus
próprios sucessos, mas cala a própria voz de compositor. Agrupa canções que
falam de solidão e isolamento, beijando a melancolia... Faz de "Universo
em Mim" o momento mais pungente: "Vou sozinho em meu deserto/mas
jamais me senti só"... O (anti) pavão é misterioso, silencioso. (PEDRO ALEXANDRE SANCHES)
USINA DO SOM - www.usinadosom.com.br - São
Paulo, terça-feira, 27 de Março de 2001
APROVEITANDO
O PORTAL DO TEMPO
Sem
gravar há quase dez anos, Ednardo está retornando à cena
graças a vários discos que estão sendo despejados agora no mercado. Além de um
álbum novo, Única Pessoa, estão sendo relançados dois
trabalhos dos anos 70, Berro e O Azul e O Encarnado. O
disco, o décimo segundo da carreira, resgata sua verve poética e a sonoridade
que é sua marca registrada: música híbrida, que agrega pop, blues, tango, rock,
folk, mas de forte sotaque nordestino. Sempre aberto a vários estilos ele
experimenta cítara na lírica "Pedra da Lua" e acrescenta blues em
"Sinal dos Tempos" - que tem a participação do conterrâneo Belchior.
Outro nordestino e, por sinal, também discípulo dá as caras na faixa título:
Chico César. Ele co-escreveu a música "Única Pessoa" com Ednardo, que
por sua vez, sente-se lisonjeado com a reverência da nova geração. Além de
Chico possuir todos os discos do mestre cearense, Zeca Baleiro costuma cantar
"Terral" (música do primeiro LP de Ednardo, Meu Corpo Minha
Embalagem Todo Gasto Na Viagem, com o Pessoal do Ceará, 1973)... (SÉRGIO BARBO)
O NORTE -
Caderno Show -
João Pessoa, terça-feira, 6 de março de 2001
A volta do Pavão -
Coleção 2 em 1 reedita clássicos em CD
Ednardo lança disco inédito, 10 anos depois de um silêncio
opcional. O compositor cearense, conhecido nos anos 70 com o sucesso da sua
música "Pavão Mysteriozo", estava ausente do mercado fonográfico há
dez anos. "Sempre me perguntam sobre esse hiato, mas não sou eu que tenho
que responder isso e sim os diretores artísticos das gravadoras, os
departamentos de marketing. Não foi opção minha ficar anos sem gravar".
Neste ano, Ednardo rompe esse silêncio e lança Única Pessoa,
pelo selo GPA Music, distribuído pela Ouver Records. ...
O
novo álbum é, segundo o compositor, um projeto que estava gravado há quase dois
anos. "Há muito tempo eu tinha vontade de fazê-lo. Sempre coloquei nos
meus discos músicas de outros compositores e quando fui convidado a criar esse
trabalho, disse que queria fazer um disco de intérprete." O seu produtor,
Guti Carvalho, insistiu para que Única Pessoa tivesse, ao menos, uma composição
de Ednardo, felizmente o músico cedeu. De sua autoria é a faixa que dá nome ao
disco, feita com Chico César. ... A coleção 2 em 1 reedita clássicos em CD,
Ednardo considera "Berro" e "O Azul e o Encarnado" albuns
inéditos, justamente porque foram ignorados pelo mercado ainda na época
interessado apenas na trilha de Saramandaia e ao disco "O Romance do Pavão
Mysteriozo". ...(RICARDO ANISIO)
O ESTADO DE
SÃO PAULO - Caderno 2 - São Paulo, quarta-feira, 21 de Fevereiro de
2001
A VOLTA
DO PAVÃO MYSTERIOZO
Após
dez anos sem lançar discos, além do inédito Única Pessoa, Ednardo volta às
prateleiras com os relançamentos de Berro, de 1976, e Azul Encarnado, de 1977,
da coleção 2 em 1, há pouco tempo editada pela gravadora BMG. O terceiro e
fundamental relançamento é a trilha da novela Saramandaia, de 1976. ...
Neste
ano, Ednardo rompe esse silêncio e lança Única Pessoa, pelo selo GPA Music,
distribuído pela Ouver Records. O novo álbum é, segundo o compositor, um
projeto antigo. Estava gravado há quase dois anos. "Há muito tempo eu
tinha vontade de fazê-lo. Sempre coloquei nos meus discos músicas de outros
compositores e quando fui convidado a criar esse trabalho, disse que queria
fazer um disco de intérprete." O seu produtor, Guti Carvalho, insistiu
para que Única Pessoa tivesse, ao menos, uma composição de Ednardo. De sua
autoria é a faixa que dá nome ao disco, feita com Chico César. No repertório,
composições de autores muito e pouco conhecidos. Entre eles, Chico Buarque
(Futuros Amantes) e Bebeto Alves e Totonho Villeroy (Sinal dos Tempos). "Quis, então, pinçar
compositores de vários lugares do Brasil, desregionalizar, desmistificar essa
divisão territorial, essa coisa de dizer que a música é do Ceará ou do Rio
Grande do Sul." ...
Essa
foi justamente uma das questões presentes no começo da sua carreira, no início
dos anos 70. "É chato essa coisa de embalar a música em determinados
escaninhos de classificação. Quando chegamos a São Paulo, as pessoas não sabiam como nos identificar
e nos chamavam de o Pessoal do Ceará (os artistas Rodger, Tétty, Fagner,
Belchior, Fausto Nilo, Amelinha e outros)", recorda. "O importante é
que naquele momento a nossa criação foi muito espontânea, assim como a
aproximação do público e da mídia. O período estava muito fértil musicalmente,
tanto que apareceram os Novos Baianos, Alceu Valença, Geraldo Azevedo. " Durante esse hiato sem discos e
promovendo shows, Ednardo fez trilhas para cinema, entre elas, Luzia Homem, de
Fábio Barreto, Tigipió e Calor da Pele, ambos de Pedro Jorge de Castro. (JANAINA
ROCHA)
O POPULAR -
Caderno 2 -
Goiania, segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Canto de amor na volta de Ednardo - Artista dá chance a novos compositores
O
novo disco de Ednardo é comedido. Nada de experimentalismos e viagens
temáticas. Os arranjos parecem milimetricamente preparados para receber as
composições estrangeiras. Uma espécie de festa para convidados, “para cantar o
amor”, como ele mesmo define. Ednardo gravou compositores de norte a sul do
Brasil, além de registrar a parceria mineira de Milton/Fernando Brant (Fruta
Boa) e dar um toque elegante com naipes de flugelhorn e sanfona à inesquecível
Futuros Amantes, de Chico Buarque.
Há
de tudo um pouco: blues em Sinal dos Tempos (Bebeto Alves/Totonho Villeroy) com
participação especial de Belchior; tango incidental em Poema Imortal (Lauro
Maia e Humberto Teixeira) e ritmos nordestinos, é claro, na maior parte das
faixas, com destaque para aquelas compostas por seus conterrâneos Rogério
Soares, Chico Pio, Regis Soares e Neudo. Trata-se de novos, bons e ainda
desconhecidos compositores. O disco conta também com participações nobres tanto
em letra quanto em voz. O poeta Antônio Cícero se juntou ao goiano Orlando
Moraes para escrever a faixa Dita, que ficou com uma pegada levemente bluesy.
Dos ares latinos, Ednardo trouxe a compositora Maria Tereza Lara, de quem canta
Noche de Ronda. E de Catolé do Rocha (PB), Ednardo chamou ninguém menos que
Chico César para a parceria na faixa que nomina o CD. Mais que relembrar os
tempos de Pavão Mysteriozo, Artigo 26, A Palo Seco, Carneiro e Enquanto Engoma
a Calça, o novo trabalho do artista cearense traz um quê de saudade de uns nem
tão distantes, mas bons tempos. (EDSON WANDER)
CLIQUE MUSIC
- www.cliquemusic.com.br - Rio de Janeiro,
segunda-feira, 22 de janeiro de 2001
Ednardo está de volta
com cinco discos de uma vez só
Cantor
e compositor cearense grava novo CD e até o final do ano, tira do arquivo dois
inéditos e acompanha o relançamento de dois LPs pela BMG. Uma das vozes
egressas do Nordeste nos anos 70, ao lado de Belchior, Alceu Valença, Geraldo
Azevedo, Zé Ramalho, Elomar, Vital Farias, Xangai e tantos outros, Ednardo
estava há dez anos sem gravar. Agora, ele rompe o jejum lançando Única
Pessoa pelo selo GPA Music, disco de intérprete, em que
deixou de lado (por ora) sua celebrada vertente de compositor (quem é que não
conhece sua Pavão Mysteriozo?). Mas não é só. Até o fim do mês, a BMG
relança, na série 2 em 1, os velhos vinis Berro (1976) e O
Azul e o Encarnado (1977) num só CD. Além desses, o compositor
revela a CliqueMusic que já tem prontos outros dois discos, um ao vivo
no Teatro Tuca (SP) e outro apenas com trilhas sonoras que já compôs para
filmes nacionais, como Luzia Homem (Fábio
Barreto), Tigipió e Calor da Pele (ambos
de Pedro Jorge de Castro). (RODRIGO
FAOUR)
CLIQUE MUSIC
- www.cliquemusic.com.br - Rio de Janeiro,
segunda-feira, 22 de janeiro de 2001
Ednardo "Única
Pessoa" /Cotação: Bom
É
um disco de intérprete, sim, mas de um artista que estava há muito tempo e
injustamente sendo deixado de lado do cenário. Não só como compositor, mas
também como músico, Ednardo exerceu sobre a música brasileira
uma significativa influência, cujo arco de abrangência pega do maranhense Zeca
Baleiro ao punk-brega Wander Wildner. Em Única Pessoa,
seu primeiro disco em uma década, pode se resgatar um pouco de sua aventura nos
anos 70, que era a tentativa de desenvolver uma espécie de folk à brasileira,
com letras bem pessoais e poéticas.
Ednardo apresenta boa variedade de idéias no disco - há um
quê de tango em Poema Imortal (de Lauro Maia e Humberto Teixeira),
divagações poéticas em moldura blues-jazzística na faixa Dita (de
Antônio Cícero e Orlando Moraes) e ritmos do Norte brasileiro em Da Minha
Terra e Ave de Arribação. O maior risco que ele assume é ao reler o
monumento de Chico Buarque, Futuros Amantes - a
gravação convence, com sotaque mais pop e elegantes toques de sanfona e
trumpete. Agradável, Única Pessoa não é assim um disco que vá mudar
muita coisa na MPB, mas também não vai fazer feio entre o público de Ednardo -
um gosto dos bons tempos restou. (SILVIO
ESSINGER)
O POVO - Vida
& Arte -
Fortaleza, sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
O retorno de
Ednardo
Há
28 anos, Ednardo foi um dos responsáveis pela revelação da
geração de artistas cearenses que ficou conhecida como `Pessoal do
Ceará'. Ao lado de Fagner e Belchior, formou a tríade
de cantores/compositores de maior sucesso do Ceará. Nesta virada de milênio, o
cantor e compositor cearense Ednardo resolveu tirar da manga sua mais nova
cartada: o CD Única Pessoa, que acaba de chegar às lojas. Há nove
anos sem lançar disco - o último foi o LP Rubi - Ednardo Ao
Vivo -, Ednardo fez a opção de não lançar um trabalho novo. Ele fez
questão de adiantar que teria bastante material para isso, pois tem cerca de 80
composições - seu último trabalho inédito foi Libertree, de 1984.
Durante este período, Ednardo escreveu três trilhas sonoras, que permanecem
fora de catálogo, e não parou um só minuto de fazer shows por todo o País. ...
Para
o novo CD, o cearense de 55 anos escolheu fazer um disco de intérprete, que
reúne composições de diversos autores, entre os quais alguns conterrâneos, como
seus irmãos Régis e Rogério Soares, e Chico Pio, resgatou uma parceria de Lauro
Maia e Humberto Teixeira, entre regravações de monstros sagrados como Milton
Nascimento e Chico Buarque. O disco traz apenas uma composição de sua autoria,
justamente a faixa-título, ``Única Pessoa'', que marca o início da parceria
Ednardo e Chico César. O paraibano radicado em São Paulo é um dos
nomes da geração anos 90 da MPB que mais cita Ednardo como influência musical
na sua carreira. ``Única Pessoa'' também serviu de fio condutor para a escolha
das outras composições do disco. Assim, o novo CD reúne canções que falam
basicamente de amor, nas visões mais diversas dos diferentes letristas/poetas e
compositores escolhidos. ... (LUCIANO ALMEIDA
FILHO)
DIÁRIO DO
NORDESTE - Caderno 3 - Fortaleza, sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
Dez anos pra falar
de amor
O
cantor e compositor Ednardo é um dos ícones da música
brasileira. Junto a Fagner e Belchior, ele formou o que se convencionou chamar
de “O pessoal do Ceará” que, no início dos anos 70, levou as sonoridades das
terras de Alencar para o restante do Brasil. O resto é história. ...
Após
10 anos de silêncio fonográfico, o cantor volta à cena lançando “Única
Pessoa”, CD que reúne 12 canções de vários compositores entre os quais
a dupla Milton Nascimento/Fernando Brant (“Fruta Boa”), Chico Buarque (“Futuros
Amantes”) e o conterrâneo Lauro Maia numa parceria com Humberto Teixeira
(“Poema Imortal”). “Foi no paradoxo de interpretar músicas de outras pessoas
que eu achei o fio condutor desse disco”, informa o cantor. Mas ao contrário do
que possa parecer numa primeira audição, “Única Pessoa” não pode ser catalogado
como um disco de covers de canções brasileiras, mas como um trabalho
musicalmente bem elaborado do autor... O disco tem o mérito de trazer à luz um
dos bons compositores da nossa música que já nos brindou com pérolas como
“Ingazeiras” e a psicodélica “Pavão Mysterioso”. Enquanto isso, os fãs vão
poder matar a saudade debulhando aos poucos este “Única Pessoa”. ... (ROBERTO VIEIRA)
Agenda SP: Novo
show do violonista CONRADO PAULINO!
O violonista, guitarrista e compositor Conrado Paulino realizará mais um show no próximo dia 13 de junho, quarta-feira, às 22.00 horas, na pequena mas agradável casa de espetáculos Villaggio Café.
É um espetáculo de música brasileira instrumental da mais alta qualidade, em que Conrado se apresenta com seu trio, integrado por Percio Sápia na bateria e Débora P.Gurgel no sax e na flauta, e que contará também com a participação especial do contrabaixista Rogério Botter Maio (que gravou, entre outros artistas, com Gerry Mulligan).
No repertório, releituras originais e sofisticadas de composições de mestres da MPB como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Ivan Lins, Carlos Lyra, Caetano Veloso, Cristovão Bastos e Luis Bonfá.
O violonista tocará também composições suas, como a belissima valsa "Isabel" e o samba-choro "Samba da Catalina".
Conrado Paulino já acompanhou feras da nossa música como Rosa Passos e Alaíde Costa, além de ter se apresentado com grandes instrumentistas como o Zimbo Trio, Hector Costita, Luis Chaves, Heraldo do Monte e muitos outros.
O Villaggio Café fica na Praça Dom Orione 298 (travessa da R. 13 de Maio), Bela Vista. Reservas pelo telefone 251-3730.
Quando: 13/06 às 22.00 hs
Onde: Villaggio Café , Praça Dom Orione 298 (travessa da Rua 13 de Maio), Bela Vista. (70 lugares)
Quanto: R$ 10
Reservas: 251 3730